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Rádio AM aguarda migração para reviver em FM

por Felipe Shikama | Conteúdo Jornal Cruzeiro do Sul

Principal meio de comunicação do Brasil em um passado não muito distante, o rádio permanece ativo e em constante transformação. A mais recente, ainda em curso, é a migração das rádios amplitude modulada (AM) para a faixa frequência modulada (FM).

O processo de transição é resultado de um decreto assinado presidencial de 2013, com intuito de modernizar as emissoras AM, tecnologia que ficou obsoleta em virtude do excesso de ruídos provocados por interferências de inúmeros componentes eletrônicos do cotidiano como computadores e lâmpadas econômicas.

Além de oferecer qualidade de transmissão superior, a faixa FM dá ao ouvinte a possibilidade de captar o sinal em smartphones e tablets, dispositivos móveis que ameaçam a sobrevivência do bom e velho rádio portátil.

A mudança foi efetivada em centenas de dezenas de municípios do país — somente neste ano, mais de 600 rádios AM migraram para a faixa FM. No entanto, boa parte das capitais e de cidades de grande porte ainda aguarda o aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A previsão é migração total ocorra até o final de 2021.

Para acomodar as emissoras AM no novo espectro, a Anatel está criando a “banda extra”, que vai operar na faixa de 76 megahertz (mHz) a 87,9 mHz. Até 2018 essa fatia era utilizada pela TV analógica (VHF), cujo sinal foi desligado com a adoção da TV digital. Com isso, o ouvinte terá um dial estendido em relação ao tradicional (que vai de 87,9 mHz a 107,9 mHz).

O novo regulamento técnico que consolida a adoção da faixa estendida da FM entraria em vigor no dia 11 de agosto, mas foi prorrogado pela Anatel por mais 60 dias em função da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o diretor-técnico da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Aesp), José Eduardo Marti Cappia, na prática, por questão de sobrevivência, o rádio AM está com os dias contados. “A mudança de faixa foi facultativa (às emissoras AM), mas imperativa em função da tecnologia”, comenta.

Segundo dados da Aesp, das 1.781 emissoras AM de todo o Brasil, 1.680 optaram pela migração e 1.200 já conseguiram pares na faixa convencional da frequência FM. “Temos entre 300 a 400 estações para serem acomodadas, incluindo a região de Sorocaba, que tem três emissoras de AM. Naturalmente elas terão de ir para a faixa estendida, porque não cabem na faixa convencional”, detalha. As estações são: Boa Nova (AM 1080), Cacique (AM 1160) e Vanguarda (AM 1210).

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