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GT de Compartilhamento de Infraestrutura da SET inicia atividades

Camilla Cintra, coordenadora do GT de Compartilhamento de Infraestrutura da SET. Foto: SET.

A SET anuncia o início das atividades do Grupo de Trabalho de Compartilhamento de Infraestrutura. O novo GT reunirá profissionais das áreas operacionais de emissoras de TV comerciais e públicas, e suas afiliadas, com o objetivo de encontrar soluções e iniciativas que ajudem na instalação de retransmissoras digitais nas cidades brasileiras que ainda não passaram pelo processo de desligamento do sinal analógico de TV.

O GT é coordenado por Camilla Cintra, coordenadora de Projetos e Distribuição, e Francisco Peres, gerente de Engenharia, ambos da Globo. “O GT buscará soluções para minimizar os investimentos, otimizar espaços e custos com operação e suporte dos sites. Uma das primeiras atividades do grupo será a criação de um banco de dados que servirá como base para o projeto de digitalização das retransmissoras, atualmente em aprovação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Ministério das Comunicações (Minicom)”, informaram.

Francisco Peres, coordenador do GT de Compartilhamento de Infraestrutura da SET. Foto: SET

O processo de implantação da TV Digital no Brasil começou há 12 anos com a escolha do padrão e a criação do Sistema Brasileiro de TV Digital. Em 2018, foi iniciado o processo de digitalização nas capitais e em outros 1.300 municípios, abarcando cerca de 70% da população brasileira. “O processo é indubitavelmente um sucesso pela forma como foi conduzido e pelo empenho dos broadcasters em realizar investimentos na digitalização de suas estações”, avaliaram os executivos.

Agora, o desafio é outro. Aproximadamente 30% da população brasileira, distribuída em mais de quatro mil municípios, ainda não recebe o sinal digital. De acordo com o Gired, este processo deve ser encerrado até 2023. Para cumprir este prazo, emissoras, governos locais, agências federais, entidades e fabricantes têm buscado soluções técnicas e operacionais. “O caminho encontrado foi o das parcerias”, informaram os coordenadores do GT.

Um experiência pioneira de estação compartilhada, instalada na cidade de Tiradentes (MG) em 2017, se tornou um case inspirador para todos. “Um grupo de trabalho formou-se no âmbito da ABERT, integrado por representantes das emissoras Globo, Band, SBT e Cultura, discutiu os requisitos técnicos básicos do projeto de estação: o compartilhamento do maior número de estruturas possíveis com as emissoras parceiras, incluindo equipamentos de transmissão e sistemas irradiantes; a implantação de estações digitais em localidades atendidas por prefeituras, preservando a herança dos relacionamentos gerados pela TV analógica; e a simplificação máxima do conceito dos sistemas instalados”, descreveram.

Agora, já em segunda fase, o processo contará com o esforço conjunto dos atores do sistema de radiodifusão nacional. Anatel, ABERT, ABRATEL, associações regionais, fabricantes e emissoras deverão compor grupos multidisciplinares, nos quais a SET estará integrada oferecendo suporte técnico através do Grupo de Trabalho. “Esperamos que o GT da SET contribua com sua força e capilaridade para que os trabalhos sejam efetivos”, enfatizaram.

O Grupo de Trabalho de Compartilhamento de Infraestrutura da SET responde ao Comitê de Marketing e Realacionamento e ao Comitê Regulatório da SET.

Para participar do GT, é necessário ser associado da SET, estar em dia com sua anuidade e ter afinidade com o tema. O GT tem uma agenda de reuniões mensais que acontecem na última quinta-feira de cada mês, das 14h às 17h.

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