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Entrevista: José Antonio Garcia faz um balanço dos quatro anos do GT de IP da SET

José Antonio Garcia é coordenador do GT de IP | Foto: arquivo SET

Com quatro anos de atividades, Grupo de Trabalho de IP, sob a coordenação do engenheiro José Antonio Garcia (SET), tem como objetivos aprofundar e disseminar o conhecimento atual sobre o uso desta tecnologia a partir do estudo dos novos desenvolvimentos, padrões e alianças que estão sendo aplicados para o transporte de sinais em tempo real.

“Creio que a divulgação da tecnologia, nos eventos da SET, nos seminários com usuários e fabricantes, é de grande importância. A sensação é de que o objetivo do GT e da SET, disseminando as informações aos profissionais da área, vem sendo cumprido”, avalia Garcia neste entrevista:

SET – Desde a sua criação, como o GT evoluiu? Está dentro das suas expectativas?

José Antonio Garcia – O Grupo de Trabalho de IP iniciou suas atividades em 27 abril de 2016, logo após a criação da Alliance for IP Media Solutions (AIMS) e da discussão em torno desse tema no congresso da National Association of Broadcast (NAB), em Las Vegas.

Cientes da forte transição que se iniciava na produção de mídia, a SET julgou que desde o início seria importante conhecê-la. Pensando assim, decidiu criar o Grupo de Estudos de IP [posteriormente rebatizado Grupo de Trabalho de IP com a implementação da nova governança da SET em 2019], que visa avaliar como os fabricantes e as emissoras estão lidando com esta evolução. 

Foi criado um endereço para o grupo na plataforma do Google para a colaboração dos estudos e para repositório de documentos, normas e vídeos. 

Logo no início, foi possível um acordo com o centro de competência do Instituto Nacional de Telecomunicações (INATEL), que facilitou a participação de dezenas de interessados em cursos de EAD, particularmente sobre Redes IP.

Em 2017, a SET foi convidada para fazer parte, como organização parceira, da AIMS, o que nos dá muito orgulho e permite que possamos acompanhar de perto os trabalhos desenvolvidos.

A aliança AIMS é um consórcio do setor liderado por engenheiros, tecnólogos, visionários, fornecedores e executivos de negócios, dedicados a uma abordagem com padrões abertos. São seus membros os principais organismos de padrões, como Video Services Forum (VSF), Society of Motion Picture and Television Engineers (SMPTE), European Broadcasting Union (EBU), Advanced Media Workflow Association (AMWA) e Audio Engineering Society (AES).

SET – Como você avalia o engajamento dos profissionais e das empresas nas discussões sobre tecnologia IP relacionada às operações e TV? 

JAG –  Com a promoção de reuniões, palestras e webinários, o GT de IP atingiu cerca de 140 participantes. As palestras promovidas, sejam de webinários ou presenciais, são bastante frequentadas por profissionais da área. Participam profissionais, dirigentes e fabricantes. Há bastante interesse no tema.

SET – No caso da tecnologia em si, o que mudou desde a criação do GT e para onde está indo?

JAG – O cronograma, bastante claro da AIMS, aponta que, após a criação de normas para o movimento das mídias na rede e das recomendações para o controle dessa rede, será agora desenvolvido padrões para o uso de máquinas virtualizadas (quando o hardware é substituído por software) e padrões para as conexões em nuvem. O mercado está interessado nessas tecnologias e que sejam padronizadas. Também, embora o foco inicial fosse a produção de mídia profissional (broadcast) e sem compressão, em 2019 iniciou um grupo focado no mercado dos equipamentos denominados proAV, que são equipamentos largamente utilizados e com algumas características que diferem dos equipamentos denominados “broadcast”.

SET – Qual a principal dificuldade para adoção do IP no momento?

JAG – Creio que as emissoras estão descobrindo o momento mais propício para a executar a transição e qual será a velocidade nesta implantação. É uma questão de tempo, mas vai acontecer. Também uma adoção rápida e geral dos padrões, por parte dos fabricantes, é uma preocupação. Para acelerar essa adoção, testes de compatibilidade estão sendo realizados pelo grupo JTNM e seus resultados sendo divulgados.

SET –  Como a pandemia impactou a adoção da tecnologia IP neste momento?

JAG – A pandemia mostrou a importância dessa tecnologia, sendo utilizada em nuvem e de forma remota. A padronização aumenta a competição entre fornecedores e a confiança dos usuários nessa adoção. 

SET – O GT está conseguindo impactar ou influenciar o mercado de alguma forma? Qual é sua percepção neste sentido?

JAG – Creio que a divulgação da tecnologia, nos eventos da SET, nos seminários com usuários e fabricantes, é de grande importância. A sensação é de que o objetivo do GT e da SET, disseminando as informações aos profissionais da área, vem sendo cumprido. 

SET – Quais os próximos passos do GT?

JAG: Após os criação das normas – hoje com a maioria delas já publicadas – o objetivo atual do grupo é acompanhar os testes de compatibilidade JTNM, as normas para uma virtualização padronizada, as padronizações para os equipamentos proAV e, principalmente, os casos de adoção da tecnologia e a experiências dos seus usuários.

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