A Revolução da Resolução

Conteúdo The Broadcast Bridge

Podemos capturar imagens em vídeo em resoluções maiores do que podemos transmitir, distribuir e exibir. Mas deveríamos?

Resolução não é um fenômeno natural. Na era digital, ela é algo que é imposto à natureza. Não é que o conceito seja totalmente desconhecido no mundo analógico, porém no mundo digital existe um parâmetro adicional: os pixels.

Podemos dizer que um filme tem uma certa resolução, e fazer uma analogia entre a granulação de uma película (cristais químicos em um filme) e resolução. Isso pode ser verdade se consideramos um frame, que essencialmente é uma fotografia. Porém, imagens em movimento são geradas por múltiplos frames em sequência, e cada um deles terá padrões de granulação completamente diferentes.

Ironicamente, essa variação contínua pode aumentar, com o tempo, a resolução, e um processo chamado “dithering”. Pixels com um formato fixo impõem um limite visual de resolução. Mas em uma película, esses “pixels químicos que não são exatamente pixels” são diferentes em cada frame. O que significa que ficam evidentes detalhes menores do que seriam esperados se considerássemos apenas a dimensão de cada grão (ou a média dessa dimensão).

Mais uma vez, esse conceito permanece válido no âmbito digital, no qual pode ocorrer uma suavização de linhas de contornos de cor através de variações de cor entre frames.

Nesse contexto, vale a pena mencionar que, enquanto o VHS era objetivamente um sistema sub-ótico de gravação de vídeo, a resolução visível de cada frame individual era muito menor do que a resolução do vídeo em movimento.

As TVs analógicas não possuíam pixels, mas eram categorizadas de acordo com dois parâmetros: em resolução de tempo e em resolução vertical. Desde a linha 405 de TVs da Grã-Bretanha, as imagens têm sido capturadas e transmitidas em uma taxa de 25 vezes por segundo, ou 50 frames por segundo. E, apesar de sistemas anteriores aos anos 90 serem estritamente analógicos, eles eram divididos em linhas horizontais. A resolução final era determinada pelo próprio sistema da televisão e pela largura da banda analógica sem fio. Portanto, matematicamente, é válido falar em resolução, mas é significantemente diferente da resolução em um sistema digital.

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