SET Nordeste: IA Aplicada à produção de conteúdo

Inteligência artificial aplicada a produção, captação, distribuição e arquivamento debatida em João Pessoa.

O painel “Produção, IA Aplicada a produção de conteúdo”, contou com a presença de Clecio Roberto Vieira da Silva, Executivo de Contas de Produtos Profissionais da Canon Brasil, Felipe Semprine, Engenheiro de Sistemas da Convergint, e Giancarlo Paul, Engenheiro de Serviço ao Cliente Sênior da Sony, e foi moderado pela Profa. Dra. Kellyanne Alves, Professora e Pesquisadora do DECOM/CCTA/UFPB.

O painel começou com a palestra de Clecio da Silva da Canon que falou sobre a tecnologia das câmeras Canon aplicada à produção de conteúdo para o mercado audiovisual e, assim, explicando as vantagens do uso do sistema de focagem automática inteligente das mais recentes câmaras Mirrorless EOS R System da Canon

Ele disse que o sensor é o diferencial e, por isso, houve a mudança do sensor de linha para um sensor “dual pixel AF”, que trabalha de forma diferente, já que o “AF de detecção de fase tradicional, usado em DSLRs, adquire informações de um sensor AF separado, e usa paralaxe, que são “informações da luz que vêm de dois locais diferentes (forma duas imagens de paralaxe ligeiramente diferentes). O sistema AF usa essas informações de paralaxe para fazer cálculos e ajustar os elementos de foco da lente para obter foco”.

Da Silva falou de mais evoluções, como o “reconhecimento facial no sensor com reconhecimento de íris” e o “autofocus”, as prioridades de tracking “com seguimento de objetos, tendo um deeplearning aprimorado. A câmera não pensa por você, mas o usuário de alguma maneira trabalha para o usuário”. Isso, por exemplo, permite ter estabilizador de imagem e autotracking.

Outro destaque foi o Sistema EOS iTR AF X, uma tecnologia diferente desenvolvida para o sistema Mirrorless – EOS R, que tem rastreamento inteligente de foco automático, reconhecimento de assuntos, incluindo Animais (R5 e R6), bem como Motorsports (EOS R3). Finalmente, ele falou da plataforma Global AI que é uma “tecnologia para garantir visibilidade dos objetos à noite, no mau tempo e à distância”, e que utiliza “Upscaling: Processamento de imagem para converter para uma resolução mais alta”.

A seguir, o Engenheiro de Serviço ao Cliente Sênior da Sony, Giancarlo Paul, desenvolveu o conceito da empresa de “CreativiteConectivity”, e nesse tema, explicou que a Sony utiliza tecnologias de IA desde 2012, com “a capacidade de reconhecer o esqueleto completo, que pode ser trabalhado com autotrackeamento, ou com autofocus”, ambas tecnologias dentro de um conceito de autofocus baseado em IA. “No full frame, o foccus é mais difícil, por isso, o autofoccus serve para ajudar o operador a trackear pessoas, objetos ou animais”.

Paul falou ainda do AI Driven Camera, que permite, por exemplo, “IA para autofoccus que está disponível em todas as câmeras da empresa, fazendo auto framing tanto em uma PTZ como numa câmera convencional, gerando movimentos naturais como se fossem feitos por um humano”.

Outro destaque foi para o C2PA, um grupo de empresas que permitem assinar digitalmente o produto produzido e assim garantir que a “foto foi gerada por um humano”, uma tecnologia de assinatura digital que “além do metadado tem atrelado um metadado que verifica que a imagem foi gerada por um humano e integra a imagem ao C2PA, mantendo o histórico dentro do metadado do arquivo”.

Finalmente falou das soluções que utilizam IA na nuvem da Sony, e com isso falou da plataforma C3P (portal na nuvem), o M2L, que seria um switcher na nuvem, e o A2P que utiliza IA para produção esportiva ao vivo “fazendo uma decupagem automatizada na nuvem em proxis durante a produção do conteúdo”.

E, finalmente, Felipe Semprine, Engenheiro de Sistemas da Convergint, falou das soluções de IA da integradora. Ele disse que “a IA na produção de mídia dá à sua equipe mais tempo para se concentrar em projetos criativos sem ser sobrecarregada por tarefas monótonas, que podem ser executadas por essa ferramenta”, dando “a possibilidade de redução de custos, ganho de agilidade e de tempo nos processos”.

Ele se perguntou: “Onde estamos na curva do hype da IA?”. E respondeu que “ainda é muito cedo”, e falou de Inteligência Artificial no MAM, e explicou que vale a pena porque garante “maior precisão no input dos dados; Machine Learning“, e disse que “IA não substituirá ninguém da equipe, diminuirá a carga de trabalho da equipe que pode utilizar melhor seu tempo e talento de maneiras melhores e mais criativas”.

Semprime recomendou em João Pessoa a utilização de “Inteligência Artificial na construção de um workflow, porque ela gera uma experiência de usuários aprimorada, a aceleração na forma de produção e processamento do conteúdo, simplifica a operação e minimiza os erros”.

A coordenação do SET Nordeste está a cargo de Ronald de Almeida e Esdras Miranda, e tem patrocínio da Alliance, Canon, Convergint, Embratel, EutelsatGroup, SES, Sony, PinnacleGroup/Blackmagic, Youcast e Vivensis. E conta como apoio de 2Live, DeltaProVideo, Propaga, Prostream, SM Facilities, SpeedCast, Teletronix e Broadmedia. E ainda conta com apoio institucional da ASSERP, Sistema Correio e TV Cabo Branco.

Por Fernando Moura e Tito Liberato