SET Nordeste debate conectividade

Em Fortaleza, a SET analisou como as empresas trabalham para impulsionar a distribuição audiovisual: Capilaridade, Resiliência e Eficiência.

O painel “Conectividade: Impulsionando e inovando a distribuição do Audiovisual com Capilaridade, Resiliência e Eficiência” apresentou como a conectividade satelital impulsiona a eficiência na distribuição de conteúdo, a estabilidade na radiodifusão e as oportunidades de inovação no segmento. Participaram do debate: Ricardo Calderon, Diretor de Vendas de Mídia para o Brasil e Cone Sul da Eutelsat; Glaucia Mattioli, Gerente Executiva de Vendas – Claro Empresas; e Eduardo Padilha, Gerente de Vendas da Speedcast. A moderação ficou a cargo de Esdras Miranda, Diretor de Tecnologia e Operações do Grupo de Comunicação Jangadeiro, membro do conselho e representante Regional da SET.

Miranda destacou que a “conexão é fundamental” e afirmou que o Ceará “é responsável por ser o polo de data centers e ser a conexão por cabos submarinos para o mundo, concentrando 90% do tráfego de dados do país”.

TVRO e TV 3.0

O primeiro a falar foi Padilha, da Speedcast, que explicou que a Banda Ku é um sucesso porque, no ecossistema, há muitas ações que permitem ao usuário ter seu aparelho instalado. Segundo ele, a empresa sobe 65 canais de Banda Ku no satélite, o que permite alcançar “mais de 16,4 milhões de lares atendidos desde o seu teleporto, o único autorizado a acessar o satélite Star One D2 da Claro”. Ele ressaltou que o Nordeste “representa quase a metade de todos os receptores ativos em todo o país, tendo a Bahia como campeã”.

Por outro lado, o executivo da Speedcast falou sobre a TV 3.0 e afirmou que, no teleporto, trabalham em um “laboratório de testes agnóstico, para a indústria e desenvolvedores de softwares; em que apresentam para a área comercial das emissoras qual será a experiência da segmentação geográfica; compartilhada a infraestrutura do core para viabilizar o investimento pelos radiodifusores; desenvolve novos modelos de negócios; e ainda viabiliza a TV 3.0 na TVRO”.

Satélite

Calderon afirmou em Fortaleza que a ideia da empresa é “fortalecer conectividade convergente” e destacou que “somos concorrentes da Starlink” com uma oferta de conectividade GEO e LEO, com “dois sistemas integrados para maximizar o serviço prestado pelos dois tipos de órbita e satélites”.

Ele explicou que, para a entrega de banda de internet, a constelação LEO é “fundamental” porque permite o fornecimento de internet em movimento, em locais remotos, como “em um avião, em um barco, com terminais móveis tendo conectividade em qualquer lugar do mundo”, o que “permite que as emissoras gerem soluções inovadoras e novas formas de receitas”.

Emissoras hiperconectadas

Esse foi o tema abordado por Glaucia Mattioli, Gerente Executiva de Vendas – Claro Empresas, que analisou os desafios e a evolução necessários para avançar em “automação e otimização de processos, a chegada dos Central Cast, com busca de novos canais de distribuição, com a TVRO como um novo modelo de negócio com conteúdos segmentados e regionalizados”. Segundo a executiva, “a migração de workloads para a nuvem e terceirização de equipes e processos com outsourcing de serviços são transformações cada vez mais comuns”.

Para Glaucia, hoje as emissoras estão “hiperconectadas”, com distribuição que vai para a TVRO, com sinais de satélite e outros serviços prestados pela Claro, que podem incluir “eventos ao vivo em fibra, 5G ou SRT”. Ela apresentou alguns cases, como os canais BandNews e CNN Brasil, que distribuem conteúdos segmentados e regionalizados utilizando SDWAN + SRT + BLD.

Por fim, falou sobre virtualização com edge computing, inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML). Ela destacou que a “observabilidade” dos ecossistemas é “fundamental” para o desenvolvimento da indústria.

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Por Fernando Moura e Fernanda Vio