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SET Webinars: Inovação vai além da tecnologia

O SET Webinar do mês de maio foi realizado na manhã desta sexta-feira, 8, e teve Daniel Monteiro, líder de Estratégia e Inovação do MediaTechLab, da Globo, como palestrante.

O tema do webinar foi Inovação na Indústria de Mídia e Entretenimento, com objetivo de debater o ambiente de trabalho de startups e grandes empresas que dedicam tempo e dinheiro em uma busca constante de inovação e novas tecnologias.

A organização foi do Grupo de Trabalho (GT) sobre Indústria 4.0 da SET, liderado por seu coordenador, Hugo Nascimento.

Os SET Webinars são uma iniciativa dos GT’s da SET para disseminar e debater o conhecimento tecnológico presente no mercado e gerado pela entidade.

O webinar foi divido em três blocos de assuntos: Inovação e processos, tecnologias emergentes e inteligência artificial.

Inovação e processos

Para Nascimento, as empresas devem explorar a inovação por meio de iniciativas inéditas.

“Para explorar a inovação, é necessário explorar o novo, o que é incerto. Deve-se testar aquilo que nunca foi testado, fazer aquilo que nunca foi feito”, afirmou.

Uma das formas de empresas desenvolverem núcleos inovação é criando startups para atender às suas demandas, pois o processo para gerir uma startup de inovação é criar um produto ou serviço em condições de incerteza extrema.

“Quando você se propõe a fazer algo completamente novo, sem adesão do mercado, sem saber se existe tecnologia para fazer o projeto funcionar e os graus de incerteza são muito elevados, aí sim, deve-se utilizar metodologias de startup para maximizar as chances de sucesso e menor possibilidade de desperdício”, disse Monteiro.

Segundo o executivo da Globo, o processo de gerir startup tem que responder três perguntas:

– Os clientes reconhecem a existência do problema a ser resolvido?

– Os clientes pagariam para ter a solução deste problema?

– A equipe de inovação é capaz de criar está solução?

Tecnologias Emergentes

Daniel Monteiro destaca que o monitoramento de novas tecnologias é uma curadoria. Isso acontece, pois cada empresa tem suas demandas e projetos. Mas Monteiro listou as tecnologias emergentes que os profissionais da indústria de mídia e entretenimento devem ficar atentos, como computação neuromórfica, quântica, de bordo, afetiva, humanos virtuais, machine learning para compactação de vídeo e WebVR.

Inteligência Artificial (IA)

Uma das premissas para profissionais que trabalham com inovação é não ter medo de criar. A IA surge como suporte para transformar processos de criação em situações mais concretas.

“O principal ganho da Inteligência Artificial são ferramentas que automatizam a tomada de decisão. Ela (IA) dá uma visão mais nítida de qual a real situação em determinado problema existente”, afirmou Nascimento.

O líder de Estratégia e Inovação do MediaTechLab da Globo, Daniel Monteiro, falou sobre as aplicações da IA na indústria de mídia e entretenimento.

“Uma inteligência artificial monta uma rede e você entrega um conjunto de inputs e outputs. A IA vai achar o melhor processo para o input virar output. No mercado de mídia, algumas aplicações práticas são fazer filtros, colorir imagens preto e branco, fazer upscaling de SD para 4K…”, destacou.

Monteiro ressaltou que cada aplicação de IA tem um nicho de atuação, então não se pode generalizar o seu uso para uma cadeia inteira de produção.

“Nós temos uma rede de IA para a colorir imagem e essa rede não faz upscaling. É preciso uma outra rede para fazer upscaling, um conjunto massivo de dados e um treinamento para que a nova IA faça a tarefa sozinha. Não existe uma IA que resolve tudo”, encerrou.