Copa do Mundo: Produção remota reversa em três centros
Operação integra Londres, Nova York e Dallas em fluxo de trabalho distribuído para a cobertura da ITV Sport durante o torneio.
A Gravity Media anunciou a implementação de um modelo de produção remota reversa para a cobertura da Copa do Mundo da FIFA realizada pela ITV Sport. A operação conecta o Centro de Produção da empresa em Londres aos estúdios ao vivo da emissora em Nova York, por meio de um fluxo de trabalho integrado que distribui as atividades de produção entre três localidades internacionais.

Foto: Divulgação
No modelo adotado, os sinais das partidas são recebidos a partir do International Broadcast Center (IBC), em Dallas, e enviados ao Centro de Produção da Gravity Media, em Londres. A partir da capital britânica, são realizadas as operações de controle de produção e a inserção de conteúdos editoriais e de apresentação para a cobertura dos jogos.
Enquanto isso, a equipe de apresentadores da ITV Sport atua a partir de Nova York, responsável pelos segmentos de estúdio transmitidos ao vivo. A arquitetura substitui a lógica tradicional de produção centralizada em um único local por uma estrutura distribuída entre três polos, integrando operações em diferentes fusos horários por meio de infraestrutura remota.
A produção também incorpora contribuições diretamente dos locais das partidas. Esses conteúdos são integrados às galerias de produção em Londres, permitindo a combinação de imagens de campo, apresentação em estúdio e operações remotas em uma única cadeia de produção. Segundo a Gravity Media, a configuração foi desenvolvida para oferecer flexibilidade operacional e resiliência na cobertura de eventos esportivos de grande porte.
O projeto reflete a adoção crescente de arquiteturas de produção remota baseadas em transporte internacional de sinais, integração de galerias remotas e coordenação editorial distribuída entre diferentes centros operacionais. A configuração conecta o IBC do torneio em Dallas, as galerias de produção em Londres e os estúdios da ITV Sport em Nova York em um fluxo de trabalho único, permitindo o processamento, enriquecimento editorial e apresentação ao vivo do conteúdo a partir de três localidades distintas. A iniciativa também coincide com o aumento do consumo digital da ITV. Em junho de 2026, a plataforma ITVX ultrapassou pela primeira vez a marca de 400 milhões de streams mensais, desempenho impulsionado pelas transmissões de futebol ao vivo da fase de grupos da competição.
Por Fernando Moura, em São Paulo