Copa do Mundo: 50 câmeras no mata-mata
Com modelo híbrido e novas tecnologias de cobertura, plano operacional da FIFA tem equipes fixas por sede, até 50 câmeras por partida e câmera do árbitro na cobertura do torneio.
A Copa do Mundo FIFA 2026 conta com uma operação de produção de mídia ampliada para atender à expansão do torneio, que terá 104 partidas distribuídas por 16 sedes em três países. O aumento da escala em relação às edições anteriores levou a FIFA a adotar um planejamento operacional voltado à continuidade e à padronização da cobertura ao vivo, com investimentos em tecnologias de produção e na evolução da oferta multilateral destinada aos detentores de direitos de transmissão.

Plano de Câmeras/ Foto: Reprodução IBC Tours/FIFA
Durante a fase de grupos, cada uma das 16 sedes contou com uma equipe de produção dedicada. A estrutura permitiu que os profissionais acompanhem não apenas as partidas, mas também atividades realizadas nos dias anteriores aos jogos, como coletivas de imprensa e ensaios das cerimônias. Segundo a organização, a alocação permanente de uma equipe por estádio busca reduzir riscos operacionais diante da dimensão geográfica da competição.
A direção das transmissões foi realizada por 16 diretores provenientes de diferentes mercados de língua francesa, inglesa, alemã e espanhola, com o objetivo de diversificar a abordagem editorial da cobertura. O World Feed também contou com 16 equipes de narração, compostas por narrador e comentarista.
Pela primeira vez desde 2010, a infraestrutura de captação se baseia em um modelo híbrido. Dependendo das características de cada sede, foram utilizadas Unidades Móveis de Produção (OB Vans) ou sistemas fly-pack, combinando diferentes soluções técnicas para atender às demandas operacionais do torneio.

Plano com 50 Câmeras/ Foto: Reprodução IBC Tours/FIFA
Aumento de câmeras para o mata-mata
O plano de produção das partidas da primeira fase da Copa teve uma cobertura padronizada com até 45 câmeras na fase de grupos, e desde este domingo, passa a ter até 50 câmeras para mostrar o mata-mata. Além das posições convencionais instaladas no estádio e ao redor do campo, a operação utilizará câmeras especiais de Super Slow Motion (SSM) e Ultra Motion (UM), voltadas à captura de lances em alta velocidade e à construção de diferentes perspectivas narrativas durante a transmissão.
A cobertura também conta com câmeras portáteis de radiofrequência (RF), destinadas à captação de imagens da chegada das equipes, da movimentação de torcedores, entrevistas e demais atividades realizadas no entorno dos estádios. Entre as novidades da edição de 2026 está a introdução da câmera do árbitro, utilizada principalmente em replays para oferecer ao público a perspectiva do oficial de campo. A tecnologia foi testada durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025 e será empregada pela primeira vez em uma edição da Copa do Mundo FIFA.
Por Fernando Moura, em São Paulo