Os desafios para conquistar atenção, relevância e presença na era digital
Executivos da indústria discutem como marcas podem se destacar em meio ao excesso de plataformas e conteúdos
O painel “A Era da Relevância: Transformando a Fragmentação em Oportunidade de Negócios”, realizado hoje no SET Expo 2025, reuniu grandes nomes da indústria para discutir os caminhos para engajar audiências em um cenário de múltiplas plataformas, dispositivos e formatos de conteúdo. A fragmentação, embora desafie modelos tradicionais de mídia, foi apontada como motor para inovação, curadoria e construção de marcas resilientes. Em um ecossistema onde a atenção do consumidor é disputada como nunca, a relevância foi tratada como a nova moeda de valor.
Com moderação de Luís Camargo, Conselheiro da SET, o debate contou com a participação de Paulo Itabaiana, Diretor Nacional de Comercialização Multiplataforma do Grupo Record; Giselle Ghinsberg, Ad Sales Director & Partnerships da Disney Brasil; Breno Barcelos, DV360 Product Lead do Google Brasil; e Teresa Penna, Head de Distribuição da Cazé TV.
Teresa Penna destacou que, para a Cazé TV, a relevância está diretamente ligada à presença. “Que a relevância hoje em dia, pelo menos para a Cazé TV, é o senso de presença, é estar presente. Por conta da disrupção da mídia, da profunda mudança do consumidor, do nascimento dos nativos digitais, a gente entendeu que precisava achar um modelo de negócio no digital que se sustentasse. Na Copa de 2022 foi a primeira vez que uma Copa do Mundo foi transmitida no digital pela Casé TV. E por que tudo isso fez sentido? Porque a gente trouxe o sentimento de comunidade, de estar presente entre os jovens. Ser relevante é estar presente pros consumidores.”
Paulo Itabaiana, da Record, apontou que relevância nasce de ativos desejados pelo público. “Ter ativos de conteúdo que são desejados e amados pelo público e que geram conversa. A melhor opção é dar opções. Isso faz com que sua relevância seja percebida, desde que você tenha ativos que possam participar das conversas atuais.”
Giselle Ghinsberg falou sobre os desafios de manter a Disney relevante para públicos em constante movimento. “O conteúdo da Disney é muito atemporal, mas hoje o consumidor está em muitos lugares. Por isso, é fundamental ter uma escuta ativa genuína. Um exemplo foi o lançamento do Stitch, que a gente chamou de ‘movimento’, com uma narrativa 360: ele apareceu em plataformas, em produtos, em experiências, e virou parte da cultura pop. Isso só foi possível porque ouvimos os fãs. Criamos relevância ao gerar conexão e diferenciação todos os dias.”
Luis Camargo reforçou o papel das comunidades e nichos altamente engajados na nova lógica de relevância. “Esses grupos de fãs, os fandoms, os nichos super engajados, são cada vez mais importantes nessa equação.”
O painel evidenciou que, embora a fragmentação represente um desafio técnico e estratégico, ela também abre um leque de oportunidades. Ao combinar dados, curadoria e conexão cultural genuína, marcas e veículos podem não apenas alcançar, mas conquistar audiências, construindo presença significativa e duradoura.