Avanços do SBTVD marcam debate sobre inovação e regulação da TV digital

Seja Digital, Globo, Anatel e Ministério das Comunicações abordam importância da regulamentação para implementação de novo sistema no Brasil

Os avanços do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) e o estágio atual do projeto EAD estiveram em pauta nesta terça-feira (19), durante painel realizado no Congresso SET Expo 2025, em São Paulo. Moderado por Paulo Eduardo dos Reis Cardoso, Coordenador de Inovação e Sistemas de Radiodifusão da Anatel, o encontro debateu os desafios técnicos e regulatórios da radiodifusão e apresentou perspectivas sobre o futuro da TV no Brasil.

Gunnar Bedicks, CTO da Seja Digital, apresentou os conceitos que estão sendo implementados para a chegada da TV 3.0. “Estamos construindo uma plataforma orientada a aplicativos. São duas estações de transmissão instaladas, com equipamentos desenvolvidos para atender a evolução. Estamos em uma primeira etapa, de testes. Nosso objetivo é assistir alguns jogos da próxima Copa já com esta tecnologia”, declarou.

Ana Eliza Faria e Silva, Gerente Sênior de Regulatório de Tecnologia da Globo, falou sobre a Estação Piloto e o Fórum SBTVD. “Aprendemos, com as transições passadas, que quando estamos fazendo a transformação, há um gap na padronização. Por isso, precisamos validar e testar o que foi colocado no papel. O fórum tem a função de materializar e facilitar o processo. Estamos em uma fase árdua, na busca de todas as conformidades”, disse.

Kim Mota, gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel, destacou que 93,4% dos domicílios brasileiros têm televisão e 86,5% recebem sinal de TV aberta e falou sobre a atuação da associação no projeto da TV 3.0. “A evolução do sistema de radiodifusão passa muito pelo viés de parceria. Nosso projeto é fundamentado em diretrizes, na execução e no desenvolvimento”, apontou. 

Por fim, Roberto Colletti, coordenador de Regulamentação e Inovação do Ministério das Comunicações, mostrou a visão institucional e os próximos passos para a implementação do novo modelo. “Temos uma visão estratégica bem alinhada com a TV 3.0, visando a continuação da expansão da radiodifusão nacional. Não estamos falando de desligar a TV 2.0, pois ela ainda tem um ciclo de vida pleno, mas já estamos estabelecendo um cronograma para a entrada da TV 3.0”, encerrou.