SET TRACKs debate a evolução tecnológica e o novo modelo de negócio da TV 3.0

A 15ª edição do SET eXPerience TRACKs se debruçou sobre o futuro da TV no Brasil e quais são as expectativas que a indústria tem com respeito ao novo padrão, os seus avanços tecnológicos e implicações no seu modelo de negócio. Evento contou com a presença de importantes referências do mercado televisivo brasileiro

O debate foi moderado por Carlos Fini (Presidente da SET) que recebeu como convidados a Flávio Lara Resende (Presidente da ABERT), Maximiliano Salvadori Martinhão (Secretário de Radiodifusão no Ministério das Comunicações – MCom), Márcio Silva Novaes (Presidente da ABRATEL) e Luiz Cláudio Costa (Presidente do Fórum SBTVD).

No inicio do encontro, o presidente da SET, Carlos Fini, disse sentir-se orgulhoso pelo resultado do SET TRACKs 2021 e que o fechamento do evento com a Trilha de TV 3.0 é um final de luxo devido a importância do tema e como o novo padrão deve ser pensando “não só no aspecto estratégico, mas também de negócio” e que para isso, a visão do MCom e dos presidentes de algumas das principais entidades do setor dariam ao debate um relevância maior. Com respeito ao futuro, Fini afirmou que “tudo evolui, e o caso da TV não é diferente”. Esta frase foi apoiada por vídeos de alguns dos diretores de tecnologia das principais emissoras brasileiras falando das suas expectativas sobre a TV 3.0.

Fini interpelou aos seus convidados perguntando se “a TV 3.0 é um up-grade tecnológico ou uma mudança de negócio?”. Respondendo, Márcio Silva Novaes da ABRATEL disse que a inovação tecnológica será sempre necessária para o setor, mas “sem dúvida é importante para o negócio porque ele vem evoluindo. Estamos no primeiro ano de obrigação do carregamento do Ginga D (DTVPlay) e sabemos que este ano ¼ das TVs produzidas no Brasil chegaram ao consumidor brasileiro já com ele incorporado. Teremos em 2022, 70% da produção de TVs na zona Franca de Manaus (AM) com DTVPlay incorporado. A tecnologia nos trouxe, nos obrigado a evoluir e com ela o modelo de negócio deve acompanhar está evolução. Nesse aspecto é importante a transição da TV 2.5 para a TV 3.0, porque nos vai colando, passo-a-passo para ir evoluindo, e construindo a cultura das empresas e dos nossos telespectadores. Sobretudo, porque necessitamos aprender a utilizar o canal de retorno”.

Na sequencia, o presidente da ABERT, Flávio Lara Resende, disse que a entidade tem certeza que a TV 3.0 “é de fundamental importância para que a TV aberta possa se manter competitiva e forte. É uma evolução tecnológica que trará avanços tão significativos que melhorará enormemente a experiência do telespectador, e com isso, as emissoras de televisão vão ser beneficiadas nos seus modelos sociais porque com esta tecnologia pode-se segmentar a distribuição por localização, conteúdo e publicidade”.

Resende disse, ainda, que um dos desafios da implantação da TV 3.0 e a canalização porque a faixa esta ocupada pelos canais remanescentes. “Precisamos discutir e resolver, além de criar um arcabuzo regulatório simétrico para que possa assegurar um lugar há inovação atendendo as necessidades do nosso setor”, comentou o presidente da ABERT.

O Secretário de Radiodifusão no Ministério das Comunicações (MCom),  Maximiliano Salvadori Martinhão, disse que o futuro da TV é importante. “No Ministério temos uma área que cuida da inovação com uma parceria com o Fórum SBTVD”. Para o executivo, a transformação tecnológica obriga a televisão a preparar-se para os câmbios. “A evolução tecnológica é uma transformação com profundo impacto no modelo de negócio, impacto positivo no sentido de trazer novas opções de geração de receita, de oferta de serviço, de melhoria da qualidade e experiência do usuário, seja pelo áudio imersivo, pela televisão de alta definição, porque haverá integração com a internet. Por isso, temos a visão de que a televisão vai continuar sendo relevante nesse mundo de comunicações que são individualizadas pelo celular, mas que podem ser massificadas e quem tem capacidade de massificação é o sistema de radiodifusão”, comentou.

Finalmente, Luiz Cláudio Costa, presidente do Fórum SBTVD, afirmou que “nenhum negócio que não evolua subsiste, nenhum negócio que  não se preocupe em evoluir constantemente sobrevive”, por isso, disse Costa, o “modelo de negócio precisa evoluir, a TV no Brasil precisa atender os anseios dos telespectadores, precisa ser interativa, individualizada. Precisamos ter uma TV que atenda questões menores, não adianta apenas falar todo o território, precisamos falar diferente, para diferentes pessoas o que com a TV 3.0 preservaremos a universalidade do serviço com gratuidade e penetração nacional”.

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