SET SUL e o futuro da produção audiovisual
Palestra destaca inovações em IA e como elas podem criar soluções que ajudem na criatividade e tecnologia com entregas ágeis, excelência técnica, qualidade e otimização de recursos.
O painel abordou as transformações na produção audiovisual, destacando soluções que aliam agilidade, qualidade técnica e uso estratégico de recursos. Os palestrantes foram Felipe Rodrigues, Especialista pré-vendas da Sony Professional Brasil; Fredy Litowsky, Diretor da Alliance; e Clecio Roberto Vieira da Silva, Executivo de Contas de Produtos Profissionais da Canon Brasil, e debateram tendências, tecnologias emergentes e práticas eficientes que impulsionam resultados com menor custo e maior competitividade no setor. A moderação foi de Cauê Franzon, Gerente Executivo de Tecnologia de TV e Rádio da RBSTV.
Vieira da Silva falou das diversas soluções da Canon e destacou os novos sensores das câmaras e processadores com “GBTS muito alto com relação ao custo”, e as novidades de inserir imagens “que ajudam ao processador a encontrar o foco” e a “estabilização integrada que proporciona até 8,5 pontos de correção da vibração, e os sistemas de refrigeração acoplados, além das novas câmeras, a EOS C400 e a EOS C80”.
Falando da C400, destacou a novidades, filtros mecânicos ND Internos e novas funcionalidades que “tornam a câmera um dispositivo que trafega entre o cinema e a televisão”. Outro ponto alto foi a utilização de tecnologias de orquestração de multi-câmera apresentado na NAB 2025, todas “funcionalidades para acelerar o processo de produção”.
A seguir, Felipe Rodrigues, da Sony, disse que o mercado precisa ser mais ágil utilizando “menos recursos e com investimentos menores”. Ele comentou que as plataformas OTT, somadas às emissoras, impulsionaram fortemente a produção audiovisual no Brasil ao exigirem conteúdo local, diversificado e constante. Mas isso “aumentou a concorrência e aceleração da adoção de tecnologias para entregas mais ágeis e eficientes, já que temos prazos curtos devido a crescente pressão por entregas rápidas, que impõe desafios significativos, exigindo a integração de tecnologias avançadas e workflows otimizados para manter a qualidade sem comprometer a agilidade”. E com orçamento reduzido, já que temos “restrições orçamentárias que limitam investimentos, forçando equipes a buscar soluções criativas e eficientes para equilibrar custos, qualidade e velocidade nas produções”.
Rodrigues disse que, para isso, a Sony oferece embarcado nos seus produtos, agilidade e Inteligência com “automação, uso de inteligência artificial e fluxos de trabalho conectados que permitem produzir mais em menos tempo, com qualidade consistente, mesmo com equipes reduzidas”. E flexibilidade e escalabilidade com “infraestruturas adaptáveis, operação remota e integração entre sistemas oferecem liberdade para produzir em diferentes formatos, locais e volumes, acompanhando o crescimento da demanda”. Assim, explicou como usar o auto framing baseado em IA em camcorders e câmeras PTZ, por exemplo.
Ainda falou do Ci Media Cloud para ingest, colaboração e distribuição de arquivos em nuvem, reduzindo tempo e logística e para produção remota, demonstrou a Media Transport – Sony HEVC (NXL-ME80), uma solução com codex de baixíssima latência e baixa compressão, “que trabalha com 8 canais em HD ou 2 em 4K”, e falou de como usar a solução em uma rede 5G Privativa.
Assim, falou do Carnaval 5G na Marquês do Sapucaí com a Globo, quando se usaram 7 câmeras em 5G com taxa de Uplink de +180Mbps/Combined Cells, que gerou redução do tempo de montagem dos sistemas de captação e transmissão sem fio; redução dos custos de produção; mais mobilidade dos recursos de captação; melhor gestão dos recursos de transmissão centralizados, e “teve operação de vídeo remoto”. Ele disse que se trabalhou com um frame de delay para o formato HD 1080 – 35 Mpbs sem considerar a latência da rede 5G. E reforçou que a “solução contemplou o trafego de tally, RCP para operação de vídeo e um sinal de vídeo de retorno”.
Em sua parte, Ilson Brancaleoni Junior, Engenheiro de Pré-Vendas na Seal Broadcast/Convergint Technologies Brasil, comentou sobre novas soluções, como o uso de IA para a produção de conteúdo com “geração de automação de textos e processos, onde o IP é um pilar de distribuição digital”.
Segundo ele, o ciclo de vida do vídeo aumenta o ciclo, criando ecossistemas mais escaláveis e sustentáveis com uma “produção inteligente e colaborativa”. Assim demonstrou uma solução de EditShare para gerenciamento de assets de produção, que permite trabalhar com uma “VPN remota sem a necessidade de equipe de TI que prepare a conexão segura para a contribuição”. Falou ainda das funcionalidades da plataforma Flow e como integrá-lo às principais plataformas de edição, por exemplo. Além do “uso de ferramentas de inteligência artificial para a gestão”, e, nesse ponto, alertou para o uso, por exemplo, com ferramentas que possam ser em “GPU, com investimento on-premisse com recursos adicionais de detecção embarcadas no sistema”.
Ele ainda falou da plataforma Media Edge Gateway da Synamedia, que permite que o usuário receba múltiplos sinais e “que os serviços sejam flexibilizados e agilizados”. Com destaque para o processamento de MEG realizando um processo “integrado” que pode ser usada “para diferentes níveis de processamento ou investimento que podem crescer dependendo da demanda”. Finalmente, falou da regionalização de distribuição de conteúdos utilizando HTML5 que permita entregar publicidade (Ads) diferente” com processos de automatização do processo produtivo.
A final, Fredy Litowsky, Diretor da Alliance, disse que os processos de otimização são fundamentais no processo produtivo atual do ecossistema digital e destacou a infraestrutura hiperconvergente, efeitos de Slow Motion usando IA, operação remota e experiências imersivas utilizando 5G.
Falando de hiperconvergencia, ressaltou que antes equipamentos eram caixas, e com os desenvolvimentos hoje temos maior capacidade de integração, com hardware potente para processamento e inserir software para múltiplos formatos. “Assim, usar infraestruturas para diferentes serviços, como áudio e vídeo, gerando a redução de pontos de falha com menos cabos, menos conectores, apoiados pelo software que permite upgrades e atualizações dos dispositivos, permitindo um alongamento da vida útil dos equipamentos, criando sistemas redundantes e enxutos que os anteriores”.
Ele demonstrou o uso de IA para Slow Motion, com o XtraMorion, que usa efeitos de IA Generativa que cria conteúdos em super câmera lenta. “Antes usávamos câmeras super slow motion com um investimento muito alto. O que a EVS fez foi criar uma imagem em super câmera lenta utilizando uma câmera normal, sem ser super slow, reduzindo custos não só para slow, mas também para retirar o Deblur da imagem – gerar interpolos que completam o efeito – e usar o efeito Cinematic para usar o fora de foco automático”.
Por outro lado, Fredy falou de produção remota e referiu-se a um sistema descentralizado de router que está comunicado a uma rede e “pode estar em múltiplos pontos” no qual o cliente separe os recursos utilizados, por exemplo, na emissora e no site remoto mudando “o tamanho e a forma de produzir o evento em um estádio de futebol”. E, assim, explicou um case realizado em Minas Gerais utilizando um “anel óptico de emissora com duas vias disponíveis em cada trecho”. E fechou a palestra falando de “uma experiência imersiva utilizando 5G com acesso em tempo real a diversas câmeras no estádio de futebol entregando ao fã informações adicionais, a possibilidade de rever experiências e os principais lances do jogo entregando uma experiência imersiva com uma arquitetura end2end”.
O SET SUL tem o patrocínio Ouro da Alliance, Canon, CIS Group, Convergint, Eutelsat, Mediastream, SES, Sony e Speedcast; e o apoio de EiTV, NeoID, SM Facilities, Teletronix, Pinnacle/Blackmagic Desing. Ainda, o apoio institucional da Abert, Abratel, Acaert, Aerp, Agert, Astral e o Grupo RBS.
Mais informações em: https://set.org.br/eventos/set-regionais/sul/
Por Fernando Moura e Tito Liberato




