SET SUL avalia novos modelos de negócio para o mercado de satélites
Segundo painel demonstra soluções satelitais para a transição da TV 3.0 no Brasil, as novas funcionalidades do satélite e como o mercado de vídeo continua sendo importante no ecossistema broadcast.
A distribuição por satélite impulsiona novos modelos de negócio, conectando mercados e ampliando fronteiras. Este painel explorou inovações tecnológicas, estratégias comerciais e oportunidades de monetização que transformam a cadeia de valor na era da conectividade global e escalável. Participaram: Rubens Vituli, Diretor Comercial da divisão de Media da SES no Brasil, Ricardo Calderon, Diretor de Vendas de Mídia para Brasil e Cone Sul da Eutelsat, e Eduardo Padilha, Gerente Comercial da Speedcast. A moderação foi de Thobias Eduardo Johann, Engenheiro de Transmissão da NSC TV.
Vituli analisou, em Porto Alegre, a dinâmica do mercado e como “o consumo de vídeo continua a crescer, mas com uma dinâmica diferente”, explicou, e comentou que, em um mercado maduro, é importante pensar em “distribuição híbrida de vídeo” que possa atender o vídeo e outros mercados. Citou o exemplo da CNN Brasil que, “além de fornecer capacidade, a SES oferece um conjunto de soluções para entregar vídeo de alta qualidade em qualquer lugar, a qualquer momento e em qualquer tela”, que possa ser “distribuído via satélite o via IP com internet pública com uma nuvem via zixi ou SRT”.
O executivo explicou a forma de transmitir no “satélite conteúdo streamado”, ou seja, utilizando a tecnologia DVB-NIP para o satélite que chega a casa do usuário via IP, “assistindo conteúdo via satélite em diferentes devices da casa sem necessidade de acesso à internet”. Para isso, disse que o desafio passa pela migração de entrega, e assim, “a SES agrega valor ao ecossistema de broadcast”. Acrescentou que no “México, por exemplo, dentro do aplicativo é possível ter todos os aplicativos que façam com que o usuário não saia do APP”.
Finalmente, ele falou da nova operação da OI TV, que foi comprada pela Mileto tecnologia, e “o negócio voltou a crescer e aumentar, com a regionalização dos canais com muitas afiliadas, que recomeçou partindo da base existente de clientes da Oi TV e voltou a aumentar a sua base”.
Calderon falou de conectividade híbrida e a sustentabilidade do ecossistema da empresa. Ele explicou que a ideia da empresa é ser “um parceiro confiável do cliente”, e é a primeira empresa a ter satélites de órbita GEO e LEO, o que compõe “uma oferta única de conectividade. Isto é, GEO+LEO para desempenho global confiável” maximizando “o desempenho e o alcance”, que é possível por ter um “investimento constante na frota”, o que entrega “o melhor dos dois mundos já que combinamos soluções de serviços de rede GEO e LEO que oferecem benefícios significativos para nossos clientes”, já que entregam “uma vantagem geográfica, resiliência e capacidade, com parceiros de confiança”.
Eduardo Padilha, Gerente Comercial da Speedcast, falou das possibilidades da empresa para o desenvolvimento da TV 3.0 via satélite, “e os testes via NIP que a empresa está realizando”. Ele disse que o objetivo da instalação de um Core para a TV 3.0 é “criar um laboratório de testes agnóstico, para a indústria e desenvolvedores de softwares; apresentar para a área comercial das emissoras qual será a experiência da segmentação geográfica; compartilhar a infraestrutura do Core para viabilizar o investimento dos rádiodifusores; e desenvolver novos modelos de negócios”.
E destacou a importância do broadcast brasileiro, assim, ele disse “que as emissoras podem usar o laboratório para que as emissoras possam experimentar”. Assim, ele explicou que no laboratório todos os softwares são betas, assim falou que “as emissoras podem utilizar a infraestrutura compartilhada da Speedcast para aproveitar as vantagens” e, assim, “o laboratório pode levar o radiodifusor a realizar transmissões, mas ainda não temos receptores para emitir, mas os testes foram feitos”. Padilha destacou os testes realizados pela TV TEM, afiliada da Globo no interior de São Paulo, utilizando o satélite “para transmitir a TV 3.0 via satélite. Nos oferecemos um Core agnóstico para testar os equipamentos.
Padilha ainda demonstrou como é possível realizar a segmentação geográfica com TxID “sem que o receptor esteja conectado a internet”. Finalmente, falou da TVRO, e disse que a Speedcast sobe “55 sinais” e destacou que na região Sul foram ativados quase 1,5 milhões de receptores de sinal da banda Ku.
O SET SUL tem o patrocínio Ouro da Alliance, Canon, CIS Group, Convergint, Eutelsat, Mediastream, SES, Sony e Speedcast; e o apoio de EiTV, NeoID, SM Facilities, TeletronixPinnacle/Blackmagic Desing. Ainda, o apoio institucional da Abert, Abratel, Acaert, Aerp, Agert, Astral e o Grupo RBS.
Mais informações em: https://set.org.br/eventos/set-regionais/sul/
Por Fernando Moura e Tito Liberato





