Pesquisa aponta que áudio ganha força em meio à era do “pular anúncios”

Relatório mostra que, apesar da rejeição a anúncios, formatos em áudio se destacam como oportunidade para marcas se conectarem com consumidores.

Um levantamento da consultoria B2B Clutch, divulgado em informe do Insideradio, revela que os consumidores seguem resistentes à publicidade digital: 93% afirmam que pulam anúncios quando podem, enquanto apenas 3% dizem nunca ignorá-los. Ainda assim, apenas 2% utilizam bloqueadores de anúncios, o que abre espaço para novos formatos — entre eles, o áudio desponta como um canal “poderoso” e ainda “subaproveitado”.

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“Vídeo e áudio estão cada vez mais integrados à forma como as pessoas consomem conteúdo, já que as marcas tentam fazer com que seus anúncios se misturem à experiência”, explica Anna Peck, da Clutch. “O que torna esses formatos atraentes é a capacidade de acompanhar o ritmo do consumo. Eles entram no fluxo do que o público já está fazendo, como ouvir um podcast de notícias no trajeto ou assistir a uma série no sofá.”

Segundo a pesquisa, um terço dos entrevistados já reconhece ter consumido anúncios em canais de áudio, como podcasts e serviços de streaming. “À medida que a audiência de podcasts cresce, especialmente entre os jovens, os formatos nativos em áudio estão ressoando”, observa Peck. “Isso indica uma mudança mais ampla na mentalidade do consumidor.”

A pesquisa com 453 consumidores também aponta que, embora 55% pulem anúncios sempre que possível e 37% simplesmente os ignorem, apenas 15% pagam por serviços sem publicidade. Para Peck, esse dado representa um paradoxo: “As pessoas querem evitar anúncios, mas não estão dispostas a pagar para isso. Isso significa que os anunciantes ainda têm uma enorme audiência para alcançar — desde que conquistem a atenção desse público.”

Além do áudio, o relatório mostra que os vídeos continuam a ganhar importância. Mais da metade dos consumidores (56%) afirma encontrar anúncios em serviços de streaming de vídeo, enquanto 78% dizem que anúncios interativos ou divertidos chamam sua atenção. Outros 63% respondem positivamente a anúncios informativos ou inspiradores.

A personalização também já faz parte da expectativa do público: 76% dos entrevistados afirmam ver pelo menos um anúncio relevante por mês, e quase metade (47%) se declara confortável com publicidade personalizada. Peck resume o desafio para as marcas: “Os consumidores têm baixa tolerância à publicidade. Anúncios que despertam emoção ou convidam à participação se destacam. Marcas que tratam os anúncios como conteúdo com o qual as pessoas querem se engajar terão melhores resultados”.

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