Mundial de Clubes da FIFA 2025 gera mais de 7,5 bilhões de visualizações e revoluciona engajamento digital
Relatório da Comscore revela o impacto avassalador do torneio nas redes sociais e o protagonismo dos clubes das Américas no cenário digital global.
O Mundial de Clubes da FIFA 2025 não foi apenas um espetáculo dentro de campo, mas um verdadeiro fenômeno nas redes sociais. Entre os dias 14 de junho e 13 de julho, o torneio movimentou 1,2 bilhão de interações e 7,5 bilhões de visualizações de vídeo, de acordo com dados da Comscore. Os números demonstram como o futebol, mais do que nunca, ultrapassa as quatro linhas para se tornar uma experiência digital em tempo real.

Reprodução Post de @fabriziorom que teve 2,8 M de interações /Foto: Reprodução
“Os clubes participantes transcenderam fronteiras e consolidaram suas marcas como centros de conversa e cultura nas redes”, aponta o relatório. Nesse cenário, os clubes das Américas geraram mais de 700 milhões de interações, com destaque absoluto para o Brasil. O país liderou com 408,2 milhões de ações, mais que o dobro da Argentina (206,5M) e cinco vezes mais que o México (79,4M).
Entre os clubes, o Flamengo dominou o ranking latino-americano com 61 milhões de interações em suas postagens — média de 79 mil por publicação. Em seguida vieram Inter Miami e Palmeiras, ambos com 47 milhões, e o Fluminense, com 29 milhões. “As equipes brasileiras mostraram que sabem ativar suas comunidades digitais com autenticidade e intensidade”, afirma a Comscore.
A final do torneio, vencida pelo Chelsea, também bateu recordes de engajamento. Um único post publicado pelo jornalista Fabrizio Romano (@fabriziorom) alcançou 2,8 milhões de interações. Termos como “Chelsea”, “club” e a hashtag #FIFACWC dominaram os trending topics nas plataformas.
Outro destaque foi a estratégia da DAZN, que apostou em streaming gratuito e viralização de momentos-chave. A iniciativa rendeu mais de 1,5 bilhão de visualizações no TikTok e 509 milhões no YouTube. “Transmitir os jogos gratuitamente foi um movimento mestre que gerou escala e impacto global”, conclui o relatório.
As marcas também colheram frutos com colaborações bem executadas. A Royal Caribbean liderou as ativações com 472 mil interações, seguida por Baptist Health (372 mil) e Shopee Brasil (234 mil). “Ao se associarem aos clubes e ao próprio perfil da FIFA, essas empresas conseguiram converter atenção em conexão real com os fãs”, destaca a análise.
Para a Comscore, o principal aprendizado do torneio é claro: medir e entender o impacto social dos eventos esportivos já não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica. Como resume o relatório: “Hoje, até 80% do consumo de conteúdo esportivo em países como Brasil, México e Argentina acontece diretamente nas redes sociais. É lá que as conversas acontecem — e é lá que as marcas precisam estar.”
Por Fernando Moura, em São Paulo