Geração Z resiste ao streaming com anúncios e desafia modelo tradicional de TV
Enquanto o streaming com publicidade cresce entre adultos, jovens priorizam redes sociais, games e vídeos curtos — e colocam em xeque o futuro do modelo SVOD com anúncios.

Foto: Fernando Moura
Uma Matéria de Jeremy Goldman no Emarketer afirma apesar da expansão das plataformas de streaming com suporte publicitário, a Geração Z parece não estar acompanhando esse movimento nos Estados Unidos. Dados recentes apontam que apenas 42% dos usuários da geração nascida entre meados dos anos 1990 e 2010 aderem aos planos com anúncios — um crescimento tímido frente aos 39% do ano anterior, e bem abaixo da média registrada entre outras faixas etárias.
Em 2025, menos da metade das residências nos Estados Unidos (49,6%) ainda contava com uma assinatura tradicional ou digital de TV paga, tornando esse formato uma opção minoritária. Porém, os substitutos não estão conquistando o público mais jovem da forma esperada. Segundo a Deloitte, os integrantes da Geração Z passam apenas 1,3 hora por dia assistindo a serviços de streaming e menos de uma hora (0,8h) consumindo TV tradicional ou ao vivo — números inferiores aos de qualquer outro grupo geracional.
No lugar disso, o tempo de mídia dessa geração é dominado por redes sociais, música, videogames e conteúdos gerados por usuários. Projeções indicam que, em 2025, o streaming gratuito com anúncios (FAST) representará apenas 4,9% do tempo total de consumo de vídeo nos Estados Unidos, enquanto o YouTube ocupará 10,6% e os vídeos sociais, como os do TikTok e Instagram, alcançarão 13,6%.
O afastamento da Geração Z dos modelos tradicionais — inclusive dentro das plataformas modernas — evidencia uma transformação mais profunda no comportamento de consumo. Para os especialistas, estratégias que dependem exclusivamente de SVOD com anúncios estão condenadas ao fracasso com esse público. “Gen Z é simplesmente mais receptiva a formatos que imitam seus ambientes preferidos”, apontam os analistas.
Para atrair os jovens, plataformas e anunciantes precisarão inovar: criar experiências interativas, investir em parcerias com criadores de conteúdo, explorar vídeos compráveis (shoppable video) e abandonar de vez o modelo de breaks lineares herdado da TV. O futuro da mídia passa por entender e respeitar os hábitos únicos da geração que já nasceu digital.
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