Disney, Universal e Warner Bros. processam empresa chinesa de IA por uso indevido de personagens icônicos

Os estúdios Disney, Universal Pictures e Warner Bros. Discovery moveram uma ação judicial em Los Angeles contra a chinesa MiniMax, acusando-a de violar direitos autorais ao gerar personagens famosos como Darth Vader e Mulher-Maravilha sem permissão. O processo, que pede indenizações de até US$ 150 mil por obra, intensifica a batalha de Hollywood contra empresas de inteligência artificial que utilizam propriedades intelectuais sem autorização.

Fonte: Canva

Matéria publicada no Los Angeles Times afirma que os estúdios afirmam que o serviço Hailuo AI, da MiniMax, é promovido como um “estúdio de Hollywood no seu bolso” e chegou a usar imagens de personagens como Coringa e Groot em anúncios sem qualquer licença. Segundo o processo, a ferramenta permite que usuários solicitem imagens ou vídeos de alta qualidade de personagens protegidos por direitos autorais, como Yoda ou Superman, bastando inserir um simples comando de texto.

Segundo Wendy Lee, a ação apresentada ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Los Angeles, os advogados das companhias descrevem a conduta da MiniMax como “deliberada e descarada”, acusando a empresa de ignorar as leis de propriedade intelectual. “O modelo de negócios de pirataria da MiniMax e seu desprezo pelas leis de direitos autorais dos EUA são uma ameaça não apenas aos autores e profissionais criativos, mas a toda a indústria cinematográfica americana”, diz o texto do processo.

Os estúdios também pedem uma liminar para impedir que a MiniMax continue utilizando personagens protegidos e solicitam o pagamento de honorários advocatícios e custos do processo. Este é o mais recente desdobramento de uma série de disputas judiciais entre Hollywood e empresas de IA. Em junho, Disney e Universal já haviam processado a Midjourney por motivos semelhantes, e, neste mês, a Warner Bros. Discovery apresentou uma ação contra a mesma empresa.

O caso ocorre em um momento de grande tensão na indústria do entretenimento, que ainda se recupera das greves de roteiristas e atores de 2023 e enfrenta desafios com a consolidação de estúdios e cortes de custos. Muitos profissionais do setor temem que ferramentas de IA, capazes de replicar personagens e estilos, reduzam oportunidades de trabalho e enfraqueçam o valor das criações originais.

Embora alguns estúdios estejam levando empresas de IA aos tribunais, outros buscam parceria com a tecnologia. A Lionsgate, por exemplo, firmou colaboração com a startup Runway para usar IA em processos internos, como a criação de storyboards. A disputa com a MiniMax, no entanto, mostra que Hollywood está disposta a endurecer o tom quando considera que seus personagens mais valiosos estão sendo explorados de forma ilegal.

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