Autenticidade é o principal fator de influência para 70% dos brasileiros
Estudo divulgado pela IAB Brasil revela que 8 em cada 10 brasileiros já compraram por recomendação de influenciadores e reforça a exigência por publis genuínas, criativas e alinhadas aos valores do público. Vídeos curtos são o formato mais consumido, e ser confiável, divertido e criativo são as qualidades mais valorizadas no influenciador.

Foto: Reprodução
A Creator Economy no Brasil alcançou um novo patamar de maturidade em 2025. Segundo a pesquisa “#Publi 2025”, realizada com 1.500 brasileiros que seguem criadores de conteúdo, a confiança e a autenticidade são agora os pilares centrais dessa relação. “Mais do que alcance ou fama, o que move esse vínculo é a confiança, a autenticidade e a criatividade presentes nas interações”, destaca Mayer Mirmovicz, presidente do Comitê de Creator Economy.
O levantamento, divulgado no Adtech & Branding, mostra que 77% dos entrevistados já compraram um produto recomendado por influenciadores digitais e, entre eles, 79% afirmaram estar satisfeitos com a experiência. Mulheres são as mais suscetíveis: 82% delas seguiram uma recomendação e realizaram a compra, nove pontos percentuais a mais que os homens. Essa tendência também é mais forte entre consumidores de até 39 anos e com renda mais estável.
Quando perguntados sobre os fatores que aumentam a confiança em uma publicidade, 80% disseram que valorizam quando o influenciador mostra detalhes reais do produto, incluindo possíveis defeitos. Outros 76% destacaram a importância de recomendações espontâneas e não forçadas. “Publis bem feitas despertam o meu interesse, desde que combinem com o perfil do influenciador”, relatou uma das entrevistadas.
As plataformas continuam sendo o principal ponto de contato entre marcas e consumidores. O Instagram domina entre usuários de até 39 anos, enquanto o YouTube ganha força após os 40. O TikTok permanece concentrado nos mais jovens, de 18 a 24 anos. O brasileiro médio acompanha conteúdos de influenciadores em pelo menos quatro redes sociais e consome principalmente vídeos curtos e stories.
A pesquisa também revela uma relação mais exigente com o conteúdo pago: um terço do público diz gostar de anúncios, desde que não prejudiquem a experiência. A espontaneidade e o alinhamento entre marca e criador foram apontados como critérios decisivos. “A profissionalização do setor aumentou a exigência por conteúdos autênticos”, pontua o relatório, que vê espaço para crescimento em formatos criativos e nativos.
Apesar da consolidação, a frequência de compras ainda é moderada: 26% compram com regularidade, enquanto outros preferem apenas consultar referências antes de decidir. Entre os que nunca compraram, 42% disseram que precisam ver o produto pessoalmente, apontando uma barreira típica das compras online
A Geração Alfa (14 a 17 anos) apresenta comportamento distinto: embora consuma conteúdos com frequência e seja atraída por entretenimento e games, apenas 10% afirmam sentir grande impacto das recomendações de influenciadores em suas decisões de compra. Essa faixa etária vê os criadores principalmente como fonte de diversão e pertencimento cultural, não como guias de consumo.
O estudo conclui que o futuro da Creator Economy passa pela autenticidade e pelo alinhamento de valores. Marcas que apostarem em narrativas próximas e naturais terão vantagem. “Mais do que retratar o presente, este estudo aponta para o futuro: investir em autenticidade será essencial para manter relevância na jornada de consumo”, afirma Paula Morales, vice-presidente do Comitê de Creator Economy