A EAD garantiu que a população não ficasse sem televisão
Reportagem Fernando Moura, em Las Vegas
Presidente da Seja-Digital, Antonio Marteletto, destaca a trajetória de 11 anos, governança do projeto e a importância de um arranjo institucional para futuras transformações tecnológicas no país e apresenta novo set-top-box para DTV+.
Ao longo de uma década, a experiência da EAD na liberação da faixa de 700 MHz e na migração para a TV digital no Brasil foi marcada por desafios técnicos, logísticos e sociais de grande escala, além de um desenho institucional que, segundo Antonio Carlos Martelletto, Presidente da Seja Digital, foi decisivo para o sucesso da iniciativa.
Martelletto disse que “ao longo dos últimos 11 anos, junto com o GIRED, a EAD foi criada como uma missão muito específica de habilitar a liberação da faixa de 700 MHz e, ao mesmo tempo, garantir que a população brasileira não ficasse sem acesso à TV aberta. Era um desafio técnico, logístico e social de enorme escala. O que é interessante é que o projeto atravessou diferentes ciclos econômicos, mudanças de governo, mudanças institucionais e, ainda assim, manteve sua trajetória”.
Segundo ele, a continuidade do projeto só foi possível graças a uma estrutura bem definida desde o início. “Isso não aconteceu por acaso, e sim porque houve um desenho institucional muito bem estruturado desde o início. Havia objetivos claros, havia governança, havia recursos disponíveis desde o começo, o que é raro em políticas públicas, e havia também um elemento fundamental: o edital dizia o que precisava ser feito, mas não engessava completamente como fazer”.
Esse modelo, de acordo com Martelletto, permitiu a adaptação constante e a evolução do processo ao longo dos anos. “Esse ponto foi decisivo porque permitiu que, ao longo do tempo, se testasse soluções, se ajustasse rotas, aprendesse cooperação e melhorasse continuamente o processo”.
Outro elemento central destacado foi o foco em resultados e não apenas em execução de tarefas operacionais. “A nossa obrigação não era apenas executar atividades, não era somente distribuir kits ou cumprir etapas, a nossa obrigação era entregar resultado, era garantir que a faixa fosse liberada e que ninguém ficasse sem televisão.”
Veja a entrevista de Antonio Martelletto com a Revista da SET