Keynote – Automação, personalização e nuvem aceleram mudanças culturais e operacionais no setor.

Por Fernando Moura, em Las Vegas

O keynote John Clark, Diretor de Inovação e Vice- Presidente Sênior de Tecnologias Emergentes da NAB, analisou o fator humano na transformação da radiodifusão, abordando a experiência do telespectador e do usuário, mudanças culturais na radiodifusão impulsionadas por novas tecnologias.

Clark disse que a SET e o mercado brasileiro são importantes no mercado global, “Obrigado pela sua liderança, pelo seu compromisso com a radiodifusão e pelo papel que vocês têm desempenhado em impulsionar esse setor — não apenas no Brasil, mas em nível global. 

Vocês não estão apenas acompanhando o futuro da radiodifusão, vocês estão ajudando a defini-lo”, e reforçou que existe uma conexão significativa entre os Estados Unidos e o Brasil no que diz respeito à tecnologia de radiodifusão, e essa relação nunca foi tão importante quanto é neste exato momento. 

Nós aprendemos uns com os outros. Nós nos desafiamos mutuamente. E avançamos mais rapidamente juntos do que jamais conseguiríamos sozinhos”.

Assim,  a palestra apresentou como tecnologias emergentes estão transformando o setor de broadcasting, destacando principalmente o papel da inovação digital e da inteligência artificial. Um dos pontos centrais é a evolução das experiências conectadas, exemplificada pelos carros conectados, onde motoristas e passageiros passam a ter interações personalizadas por meio de múltiplas telas, com acesso a vídeo, áudio, jogos e interfaces que se adaptam aos dados de uso e preferências dos usuários.

Outro eixo importante é a modernização em nuvem, que possibilita maior eficiência e automação nos processos de mídia. Isso inclui recursos como transcrição e tradução automática, edição de áudio e vídeo, geração de conteúdo a partir de dados, desenvolvimento de software, compra de publicidade e organização de arquivos, além da personalização da experiência do usuário em larga escala.

A palestra também destacou diversos casos de uso de inteligência artificial no broadcasting, mostrando como essas ferramentas já estão sendo aplicadas em operações reais. Por fim, é mencionada a transição para o padrão ATSC 3.0 nos Estados Unidos, indicando uma mudança tecnológica significativa na transmissão televisiva, com ampla cobertura de canais, estações e mercados, alcançando grande parte dos lares de TV no país.