TRANSMISSÃO: SOLUÇÕES INOVADORAS
| TRANSMISSÃO: SOLUÇÕES INOVADORAS Compressão de sinais BTS (Broadcast Transport Stream) para transmissão em links digitais |
| Por Tom Jones Moreira |
O objetivo desse artigo é sugerir uma solução para enviar o fluxo BTS comprimido permitindo que os dados possam ser enviados de forma eficiente por qualquer meio de transmissão como link de microondas, satélites utilizando, entre outros, modulação DVBS/ S2 e fibra óptica, usando taxa total menor que a exigida pelo fluxo BTS, tornando possível a transmissão, inclusive em conjunto com outros fluxos TS.O MUX ISDB-TB possui um importante papel dentro do sistema de TV digital, pois ele é o responsável por controlar não só todo o fluxo a ser transmitido pela emissora, mas também por configurar os parâmetros de transmissão. O MUX recebe em sua entrada os vários fluxos (cada fluxo é também chamado de TS – Transport Stream) que a emissora deseja transmitir, além dos parâmetros de configuração do transmissor e dados adicionais. Em sua saída o MUX entrega um único fluxo denominado BTS (Broadcast Transport Stream). O BTS é composto pelas informações de áudio e vídeo que a emissora deseja transmitir, além de dados utilizados para gerar o guia de programação, ajustar data e hora do receptor e permitir a interatividade.
O BTS é um fluxo de dados que possui uma taxa fixa de 32,508 Mbps. É formado por pacotes de 204 bytes resultantes da adição de 16 bytes a cada pacote do TS como pode ser visualizado na Figura 2.
Na formação do BTS, deve ser acrescido ao fluxo um pacote especial que transporta todas as configurações do transmissor: número de portadoras, tempo de guarda (IG) é específica para cada camada, o número de segmentos, taxa de código, modulação e profundidade do entrelaçador temporal. Portanto, este pacote, denominado de IIP (ISDBT Information Packet),transporta dados que são utilizados pelo transmissor para sua configuração e serão consequentemente transmitidos nas portadoras TMCC (Transmission and Multiplexing Configuration Control). Uma solução que inúmeras emissoras têm adotado é a utilização de compressores BTS para levar o sinal ISDB-TB até suas repetidoras com baixo custo.
O princípio do compressor BTS é capturar o sinal BTS com 204 bytes através de um módulo denominado BTS TX, fragmentálo em transportes de 188 bytes, comprimindo os nulos, para transmissão em um PID único (ie:PID 1000). Ao receber esses transportes de 188 bytes, o módulo denominado BTS RX irá recuperar o TS de 204 bytes original. A figura 2 a ilustra o encapsulamento do sinal 204 em 188bytes.
O encapsulamento do BTS em pacotes de 188, permitirá, por exemplo, que moduladores DVB-S/S2 possam transmitir essas informações sem qualquer modificação de hardware ou software, permitindo assim “link’s de HD digital”, conforme ilustrado nas figuras a seguir: É importante notar que a saída do transmissor BTS utiliza um sinal ASI (Asynchronous Serial Interface) Dessa forma, o meio de transmissão para o PID que encapsula o fluxo a ser transmitido pode ser desde uma fibra óptica quanto um link de microondas ou um sinal modulado em QPSK, 8PSK. Uma outra funcionalidade importante é a possibilidade de alteração dos parâmetros da NIT do Transport Stream recebido, que permite alterar o canal virtual, estado, micro região e informação do canal UHF. Isso possibilita que um BTS enviado de uma região que utilize o canal virtual 46, canal UHF 60, possa ser alterado para os parâmetros da retransmissora, por exemplo, canal virtual 40, canal UHF 69, sem a necessidade de um remux para “desmontar” o sinal e remontálo novamente. Para se ter uma ideia de como isso ocorre, vamos conceituar canal virtual.Segundo a norma NBR 15604 (Receptores Digitais) as informações sobre o número do canal virtual devem estar contidas no campo “remote_control_key_id” descrito na tabela NIT. Os 8 bits deste campo indicam o número do canal virtual ao qual deve ser aplicado o TS associado. O trabalho do descompressor é reescrever a Tabela NIT e salvar as novas configurações no fluxo BTS , que será entregue para o transmissor ISDB-TB. É isso que faz dos compressores BTS uma solução inovadora de transmissão ISDB-TB ,pois alia interoperabilidade com versatilidade ,contribuindo para que, cada vez mais, o sinal digital esteja presente em todos os cantos do país. Tom Jones Moreira é especialista em sistemas digitais, experiência de mais de 10 anos no mercado de Telecom. Consultor de TvDigital, partipou de inumeros projetos de pesquisa, desenvolvimento e implantação do SBTVD. Entre eles a garantia de conformidade dos receptores com as normas ISDBT-B . Participou da implantação das primeira redes 3play (TVDigital,Internet e VoIP) na cidade de São Paulo. Formado em Processamento de Dados e Pós-Graduando em Gestão de Projetos. MEMBRO DO FORUM SBTVD :Módulo de Promoção e Módulo de Canal de Retorno; MEMBRO DA DIRETORIA DE ENSINO DA SET; MEMBRO DO IPV6 TASK FORCE BRAzIL – email: [email protected]
|
O objetivo desse artigo é sugerir uma solução para enviar o fluxo BTS comprimido permitindo que os dados possam ser enviados de forma eficiente por qualquer meio de transmissão como link de microondas, satélites utilizando, entre outros, modulação DVBS/ S2 e fibra óptica, usando taxa total menor que a exigida pelo fluxo BTS, tornando possível a transmissão, inclusive em conjunto com outros fluxos TS.O MUX ISDB-TB possui um importante papel dentro do sistema de TV digital, pois ele é o responsável por controlar não só todo o fluxo a ser transmitido pela emissora, mas também por configurar os parâmetros de transmissão. O MUX recebe em sua entrada os vários fluxos (cada fluxo é também chamado de TS – Transport Stream) que a emissora deseja transmitir, além dos parâmetros de configuração do transmissor e dados adicionais. Em sua saída o MUX entrega um único fluxo denominado BTS (Broadcast Transport Stream). O BTS é composto pelas informações de áudio e vídeo que a emissora deseja transmitir, além de dados utilizados para gerar o guia de programação, ajustar data e hora do receptor e permitir a interatividade.
Destes 16 bytes, 8 são de informações do sistema como, por exemplo, indicação da camada hierárquica que o pacote deve ser transmitido. Os demais são bits de paridade opcionais para correção de erros.

