SET:30: IA, cloud e soluções de automação de processos debatidos em Las Vegas
O último painel do segundo dia, “Conteúdo 360º: Como Inovação, Tecnologia e Negócios Redefinem a Gestão da Produção e entrega de conteúdo”, mostrou os avanços das ferramentas de IA e as influências da tecnologia no dia a dia dos radiodifusores.
Moderado por Carlos Octavio de Alexandre Queiroz, Diretor de Estratégia Corporativa e Arquitetura da Globo, o bate-papo teve a participação de Fabio Alencar, VP Vendas Regional Latam da SES, Gustavo Dutra, Strategy BD Leader for M&E da AWS, de Matt Silva, CEO do CIS Group Corp.
Para iniciar as conversas, Dutra mostrou dois exemplos, um de dublagem automática e de como é possível realizar transformação de vídeo com “Frame interpolation”, sem a necessidade de encodar e sem storage. E disse que a indústria avança para soluções que melhorem a produção e agilizem os processos.
Em sua parte, Matt Silva, da CIS Group, disse que é preciso separar a IA Gen com ferramentas como localização de conteúdo de forma automática, com capacidades de assistente. Mas “também trabalhamos com enriquecimento de dados, para assim ajudar na cadeia de criação de conteúdo” e depois usar serviços de IA como se fosse um serviço central, nos quais roda serviço para agregar e gerar novos conteúdos. Ele falou da “publicidade contextual que se liga com metadados e se retroalimenta”.
No caso do satélite, “estivemos em MWC onde o IA era tudo, que no aspecto de transmissão funciona. Em termos de satélite, utilizamos o IA na solução de multiorbita, com um SD1 que analisa qual é a melhor órbita para esse sinal, trabalhando para escolher entre os satélite qual é o melhor, e com isso a transmissão pode ser otimizada”.
Em termos de TV 3.0, com integração de broadcast e broadband, a “hiperpersonalização do conteúdo” foi tema de um debate interessante pelas diferentes visões dos participantes.
No painel ficou claro que a IA é uma ferramenta para o broadcasters, e disseram que as ferramentas mudam a estrutura. Dutra falou da volta dos bundle que têm mais flexibilidade, o que Carlos Octavio comentou que há uma evolução do bundle com um cardápio não próprio, mas com mais seleções do usuário permitindo mais escolha e personalização.
Falando de streaming, Matt Silva disse que a mudança estratégica mostrou que o modelo não era adequado, e por isso há que se mudar o cenário. “Os primeiros e os maiores se sustentaram, mas hoje a publicidade tem de ser importante, mas ainda haverá de gerar novas ofertas incrementais dentro da plataforma”. E sugeriu criar “plataformas poderosas que possam ter acordos comerciais criativos que juntem a tecnologia e o modelo comercial, e ainda usar a IA para tornar mais eficiente a cadeia audiovisual”.
Nesse momento, Matt disse que são 3 pontos: o primeiro são casos práticos de IA, seja no lado de criação ou operação. O segundo se refere à próxima geração de televisão com melhoramento do negócio, com destaque para “gestão de experiência e de distribuição”.E em terceiro, a maturidade de como a indústria adota e pensa a cloud.
E, finalmente, Fabio Alencar destacou que a IA deixou de ser um conceito e passou a ser um entregável, e o cloud se consolidando com produtos que trazem resultados. Eu espero que, para quem saia da NAB, estas tecnologias não são futuristas, mas sim reais”.
O SET:30 tem patrocínio Ouro da EiTV, CIS Group/ BeTV e SES; patrocínio Prata da AWS, Broadpeak, Eutelsat Group, Reuters e YouCast; e patrocínio Bronze da Enensys, Ideal Antenas, LineUp, Mediastream, Mirakulo, SNews, Showcase e 2Live. Ainda, apoio da MGE.
Por Fernando Moura (reportagem) e Tito Liberato (edição) em Las Vegas, USA



