SET Norte 2025 e a visão dos executivos da indústria audiovisual

O primeiro painel da tarde reúne executivos de grandes grupos de comunicação da região para discutir avanços tecnológicos, sustentabilidade, formatos inovadores e novas dinâmicas de mercado.

O SET Norte 2025, que se realiza em Manaus, promoveu uma conversa sobre os caminhos futuros da radiodifusão, abordando avanços tecnológicos, práticas sustentáveis, formatos inovadores e novas dinâmicas de negócio que estão redesenhando os limites e as possibilidades do setor em um contexto de profunda convergência midiática, no painel “O Audiovisual em Debate: Inovação, Tendências e Perspectivas Executivas”.

Moderado por Fabio Melo, Jornalista da Fatos Marcantes, teve a participação de Phelippe Daou Junior, CEO do Grupo Rede Amazônica; Fernando Jabur, diretor Comercial da Record Manaus; Roger Bueno, Diretor Comercial da TV Band Amazonas; Henrique Camargo, Diretor Técnico da TV Encontro das Águas; e Rodrigo Taborda, diretor comercial da TV Norte.

O primeiro tema foi a TV 3.0 e a preparação para o futuro. Phelippe Daou Junior disse que o mais difícil está feito, que é a norma. “A união do broadcast e o broadband é fundamental para o nosso negócio”, que, desde a sua ótica, vai “permitir entender a jornada do nosso consumidor”, porque já foram feitas pesquisas, “mas o Brasil é muito diferente. Por exemplo, na nossa região dependemos muito do satélite. Como Rede Amazônica estamos trabalhando com a Globo nas etapas. Estamos desenvolvendo em uma parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) estabelecer em Manaus um ponto de teste em TV 3.0 (DTV+) com liberdade que deve iniciar no primeiro trimestre de 2026, trabalhando com a Suframa e institutos que aqui estavam para testar com liberdade todas as possibilidades do serviço. A TV 3.0 terá que dar relevância ao localismo”.

Para a Record, disse Jabur, a TV 3.0 está na pauta. “Ela é o que nós esperamos há muito tempo. Já tivemos um pequeno ensaio com a TV Conectada com estratégia de geolocalização, inventário, etc. A TV 3.0 vai trazer uma jornada diferente da que estamos acostumados, e vamos ganhar mais penetração para aquele público que está 100% no digital, para o público que está nas redes sociais, e para o comercial vamos ter mais um produto para gerar mais receita, e o telespectador vai estar mais perto da TV com a interatividade”.

Falando pela TV Encontro das Águas, Camargo disse afirma: “estamos estudando muito”, e comentou que, no que diz respeito à camada pública, “vamos poder experimentar”, já que “vamos participar dos testes que serão realizados em Brasília”.

Pela Band Amazonas, Roger Bueno lembrou que depende da Rede e que “está estudando a interatividade que pode ser obtida com o telespectador”. “Vivemos momentos de fusão nunca vistos antes, onde a interatividade será muito importante nesse processo”, explicou Bueno, e disse que “o Amazonas ainda se vê muito na TV aberta, com uma relevância muito grande”. E, segundo ele, não vai ser fácil, mas “vamos ter economia de insumos, com a IA generativa, com apresentadores criados por IA, por exemplo”.

Finalmente, representando a TV Norte, Taborda disse que “existem vários ‘Brasis’. A TV 3.0 demanda um investimento muito alto, e quando olhamos para Manaus, pensamos no potencial de consumo e vemos que é menor”, e que a TV é importante para entregar a melhor qualidade ao telespectador.

Em termos de melhorias e datas, Daou disse que espera que a emissora começará a trabalhar no primeiro trimestre de 2026, com muitos desafios, como a melhoria na coleta de dados. Entretanto, o responsável da TV Norte disse que a TV caminha para o digital e que trabalha com enquetes para ter maior interação com o público.

 

 

Finalmente, foi analisada a TVRO e a concorrência, e ficou claro que para os executivos da região a TVRO em Banda Ku tem sido um case de sucesso e de expansão de cobertura e chegada a locais de difícil acesso com sinais locais ou regionais.

O SET Norte tem patrocínio de Alliance, Canon, Speedcast e Atlantis. Apoio da NeoID, Teletronix, Showcase, Broadmedia e Pinnacle, e apoio institucional da Abratel, Abert, Rede-Amazônica e TV Encontro-das-Águas.

 

Por Fernando Moura e Fernanda Vio