SET Norte 2025 destaca infraestrutura dinâmica e inovação no audiovisual
A importância da Infraestrutura modular e flexível foi tema central do painel, que abordou o impacto das novas tecnologias e modelos de infraestrutura modular na produção audiovisual.
A tarde do SET Norte 2025, que se realizou nesta quinta-feira (27/11) na capital amazonense, debateu “Infraestrutura & Inovação: Infraestrutura Dinâmica e Flexível para um Ecossistema Audiovisual Escalável”. A discussão abordou o impacto das novas tecnologias e modelos de infraestrutura modular na produção audiovisual, revelando como agilidade e flexibilidade se tornaram pilares estratégicos do setor, e teve como participantes Henrique Salazar da Silva, gerente de Engenharia da Televisão A Crítica; Fredy Litowsky, diretor da Alliance; e Fábio Brasil, gerente de T.I. do Grupo Rede Amazônica.

Segundo Salazar da Silva, nos últimos anos houve grandes mudanças e se abriram alguns conceitos e recursos que mudaram a forma de fazer televisão. Fredy Litowsky, diretor da Alliance, lembrou que a sua primeira presença na SET Norte foi no início do século, e que desde esse momento muita coisa mudou, tanto que a “infraestrutura de hoje deve ser dinâmica e flexível para criar um ecossistema audiovisual escalável”, onde possa haver uma infraestrutura hiperconvergente, com uso de Inteligência Artificial (IA) e operação remota.
Ele começou explicando o conceito de hiperconvergência através de um workflow onde, por exemplo, “as plataformas agregam soluções de forma modular”, e que “podem ser escaladas, não só em tamanho, mas sim com adições de fixtures, placas ou licenças”.
Assim, explicou o diretor da Alliance, reduz-se o cabeamento, por exemplo, e concentra-se em uma mesma estrutura com aplicações de software, o que “diminui o número de espaços de erro, além de reduzir, por exemplo, custos de ar condicionado”.
Por outro lado, ele falou do efeito da câmera lenta, “do super slow motion usando efeitos criados com IA generativa”, uma solução da EVS, o Gen-AI SSM ExtraMotion, que permite ter este tipo de efeito sem ter câmeras SuperSlow, fazendo com que uma “câmera normal utilize IA prevendo quadros que compõem a imagem. Aumenta-se a exposição de quadros baseada na predição e interpolação de quadros com deblur e cinematic“.
Litowsky falou ainda de produção remota e dos benefícios que ela pode gerar quando se trata de grandes produções, por exemplo, em esportes, minimizando a quantidade de infraestrutura no local e levando “os sinais para a emissora”. Para isso, demonstrou uma solução da Riedel que trabalha com ultrarredundância com caixas na emissora e em um site remoto.
Mais tarde, Fábio Brasil, da Rede Amazônica, na sua palestra “Como servir a Amazônia. A jornada da Rede Amazônica para viabilizar suas operações e aumentar a oferta de produtos”, mostrou a operação da Rede, que mudou quando assumiu o desafio de criar conteúdo regional e local, com um Centralcasting e miniestúdios virtuais que permitem realizar 9 telejornais simultaneamente. Falando do Central Casting, disse que com ele opera 16 sinais da Globo mais dois feeds do AmazonSat com 3 fusos horários. “O Centralcasting nos permitiu elevar a qualidade e, com a tecnologia, a possibilidade de expansão de emissoras por nossa área de cobertura se tornou mais rápida e barata”, mas que se complicou porque aconteceu durante a pandemia, e houve que fazer muitas coisas sozinhos, mudando do mundo broadcast para o mundo TI, o que “permitiu baratear produtos e serviços”.
Brasil explicou que as afiliadas continuam usando satélite que vai da Globo até a Rede Amazônica, e que quando o jornal é realizado na afiliada, o sinal chega pela internet, “o que é um problema, por isso usamos a tecnologia SD-WAN que nos permite trabalhar com essa solução da Claro, sem problemas de conectividade”.

Ele explicou que antes tínhamos 16 racks para atender 3 afiliadas e hoje usa 3 racks hiperconvergentes para receber 16 sinais da Globo mais dois do AmazonSat. Ainda falou da virtualização de sistemas e do playout virtualizado, uma solução da WTVision. Ele ainda explicou a operacionalização dos sistemas e como as listas de playout são montadas pelos operadores, “um sistema que conversa com a minha rede SMPTE 2110, uma rede totalmente IP, que permite mudar o sinal já que está integrado com a rede de vídeo, com uma arquitetura Spine-Leaf (datacenter)”.
O SET Norte tem patrocínio de Alliance, Canon, Speedcast e Atlantis. Apoio da NeoID, Teletronix, Showcase, Broadmedia e Pinnacle, e apoio institucional da Abratel, Abert, Rede Amazônica e TV Encontro das Águas.
Por Fernando Moura e Fernanda Vio

