SET Norte 2025 analisa o papel estratégico da conectividade satelital
O tema da conectividade ganhou espaço no segundo painel, que abordou o papel estratégico da conectividade satelital para a distribuição de conteúdo e a operação de emissoras e plataformas.
O SET Norte 2025 debateu, em Manaus, como a conectividade satelital sustenta operações resilientes, otimiza custos de distribuição de conteúdo e habilita experiências inovadoras para emissoras e plataformas. O painel foi moderado por Henrique Camargo, representante SET Regional Norte e Diretor Técnico da TV Encontro das Águas, e teve a participação de Fabio Alencar, VP de Vendas Regional Latam da SES, e Eduardo Padilha, Gerente de Vendas da Speedcast. Camargo disse que a conectividade é fundamental no mundo de hoje e que, no Norte, “a conectividade é sempre via satélite, um lugar onde a conectividade é muito complicada”.

Alencar foi o primeiro a falar e, na sua palestra, disse, ao começar sua alocução, que morou em Manaus quando criança e que “nessa época nem tinha televisão ao vivo. Depois, trabalhando na Embratel, trabalhei plantando antenas”. Ele disse que hoje a conectividade é um motor do audiovisual e explicou que a SES adquiriu a Intelsat, “uma aquisição histórica, em um ano em que houve grandes mudanças, entre elas a mudança de identidade visual”, e explicou que “a SES e a Intelsat hoje são uma única empresa, tornando-se um gigante da operação de satélite multi-órbita em MEO e GEO, com acesso estratégico a satélites LEO”. Ainda disse que a empresa trabalha na otimização de alguns satélites, com presença “global, chegando a mais de 700 milhões de residências, mais de 10.900 canais e uma audiência de 2,3 bilhões”.
Por outro lado, ele falou da transmissão via satélite com DVB-NIP como “uma evolução do DTH” para levar o novo padrão de TV 3.0, uma “tecnologia ainda nova, com bastante resistência”, porque precisa de um set-top box que vai “mudar a experiência do usuário”.
Ele explicou que este seria “um sistema de distribuição de conteúdo IP via satélite de nova geração, totalmente convergente e integrado com OTT, já que permite a entrega de conteúdo em qualquer formato do OTT para distribuição”, chegando em formato “unicast”.
O executivo da SES demonstrou o case da Dish Mexico como uma plataforma de vídeo linear e falou da presença da SES na Amazônia, com destaque para o trabalho em Belém na COP-30, e como se “conectam lugares remotos com estações de banda Ka em escolas da região”.
A seguir, Eduardo Padilha, Gerente de Vendas da Speedcast, falou da empresa, explicou como avança a TVRO em banda Ku e disse que “no Brasil já há mais de 16,5 milhões de receptores ativos”. Falando da região Norte, disse que “60% do total de receptores estão instalados na região Norte e Nordeste”, com destaque para “o estado do Pará”, e afirmou que as capitais dos estados do Norte têm menos receptores, mas as cidades do interior chegam, em diferentes regiões, a mais de 60%, ou cidades com 90% dos domicílios recebendo TV por banda Ku.
Falando de TV 3.0, disse que a empresa criou um laboratório de testes agnóstico para a indústria e desenvolvedores de softwares, com o objetivo de apresentar à área comercial das emissoras qual será a experiência da segmentação geográfica; e compartilhar a infraestrutura do Core para viabilizar o investimento pelos radiodifusores; além de desenvolver novos modelos de negócios. Tudo para “viabilizar a TV 3.0 na TVRO” e para que “as emissoras utilizem a infraestrutura compartilhada da Speedcast para aproveitar todas as vantagens”.
Veja a programação completa do SET Norte, clicando aqui
O SET Norte tem patrocínio de Alliance, Canon, Speedcast e Atlantis. Apoio da NeoID, Teletronix, Showcase, Broadmedia e Pinnacle, e apoio institucional da Abratel, Abert, Rede-Amazônica e TV Encontro-das-Águas.
Por Fernando Moura e Fernanda Vio


