SET Centro-Oeste se debruça sobre infraestrutura inteligente e IA
O quinto painel do SET Centro-Oeste, que se realiza em Brasília, analisou a combinação de infraestrutura robusta e inteligência artificial que está transformando a cadeia produtiva audiovisual.
O painel “Infraestrutura Inteligente & IA: Agilidade na produção e distribuição de conteúdo” teve a moderação de Fabio Acquati, Diretor de Tecnologia da NGN Telecom, e a participação de Adonias Melo, Gerente de Tecnologia Globo, José Bruno Targino, Account Manager da LineUp, e Mauricio Belonio, Diretor da Alliance. No painel, os executivos falaram de como, por meio de sistemas com auxílio de IA, os workflows ganham automação e adaptabilidade, reduzindo gargalos e otimizando recursos, e disseram que essa sinergia redefine a infraestrutura de mídia, promovendo escalabilidade nas entregas em diversas plataformas, garantindo distribuição eficiente e experiências customizadas.
O coordenador do GT de IP, Fabio Acquati, disse que o SET Centro-Oeste tem sido importante e com muitos conteúdos, e “como a infraestrutura pode dar suporte para o desenvolvimento deinfraestrutura por IP e auxilio de IA”. O primeiro a falar, Mauricio Belonio, apresentou um estudo de caso na Rede Novo Tempo que migrou para uma infraestrutura Híbrida SDI 12G / IP 2110 por necessidade de atualização tecnológica devido àobsolescência de equipamentos, novas demandas de produção (recursos), e revisão dos fluxos de trabalho, que se baseou na experiência simples e preservada para o usuário; com backend de infraestrutura “Invisível” (IntelligentTie Lines); Database Único (AnyPanel<>AnyOperation); e inclusão de controle de dispositivos além do Roteamento.
Ele disse que a ideia é que a migração ao IP traga benefícios e escalabilidade; flexibilidade; interoperabilidade. E, assim, se pensou no ticket de entrada com um custo alto, e se decidiu que “este era o melhor momento para entrar com infraestrutura para ter vantagens só no futuro. A empresa é culturalizada com os custos de manutenção permanentes (SLAs) e ciclos curtos de obsolescência para a troca tecnológica (comum para as áreas de TI)”.
Em um contexto de equipe de TI e de engenharia unificadas, disse Belonio, se avançou para uma estrutura híbrida ou “transacional” que permita realizar “uma migração planejada”. Assim, passou-separa uma migração de “12-16 meses para implantação total, incluindo treinamentos operacionais”, com estruturas hiperconvergente com orquestrador compatível com os dispositivos de borda, com “sistema híbrido e verdade”.
A seguir, Bruno Targino da LineUp começou explicando os serviços da integradora e falou dos mais de 30 anos de experiência com destaque para a experiência, assistência técnica, a integração de soluções e ressaltou as operações da empresa em Luanda, Angola, “onde implantaram vários serviços e integrações”.
Falando de Inteligência Artificial em nuvem, ele disse que “após a Revolução Industrial, esta é a maior revolução”, e disse que IA e Nuvem não “existem uma sem a outra”, e que a primeira é reativa, “porque a Inteligência Artificial é tudo o que está na internet”, por isso, ao “utilizar há que ter cuidado com qual se usa”, e os usuários “não podem deixar que a IA se conecte com bancos de dados”. Nesse contexto, ele falou da TAG, uma empresa que entrega monitoramento e análises de dados em tempo real trabalhando com todos os protocolos IP. “Entrou o fluxo, ela vai entregar em tempo real resultados, mais de 500 soluções integradas e entregando informações em tempo real”.
Assim, ele disse que estas são licenças de software que podem ser implantadas na nuvem, em servidor local ou de forma híbrida. Targino mostrou vários workflows de transporte de conteúdo e explicou que o monitoramento pode ser realizado em todos os setores e momentos, e explicou que é possível usar ferramentas de inteligência artificial para mapear rotas de entrega de conteúdo de sinais em redes de internet.
Para falar de alguns casos de uso de IA, Adonias Melo, Gerente de Tecnologia Globo, disse que o SET Centro-Oeste traz boas memórias porque foi nele, em um evento em Goiânia, que teve o seu primeiro contato com a indústria, quando ainda era estudante. Falando da cadeia de produção, disse que o dilema é “lidar com as infinidades de fontes de informação que, por vezes, usam as redes sociais como fontes de divulgação de informação”. Por exemplo, disse, temos de treinar ferramentas de IA que vão vasculhar o conteúdo e depois ser supervisionadas por humanos que farão a curadoria.
Falando de um caso real, falou de um podcast, “Resumo do dIAge”, que se faz a partir de resumos gerados automaticamente por IA, que gera um report, um sumário, e esse resumo é feito em forma de áudio para ser consumido em formato de podcast. Outro exemplo dado foi o desafio de gerar com IA generativa vídeos, e falou de técnicas para ajudar a melhorar os processos, e disse que “estão entregando a IA um primeiro frame de referência e o último, e a IA gera o resto, atacando a consistência. Mas ainda o problema é que entrega cenas curtas, de 6 a 8 segundo, o que faz com que ter coerência entre cenas seja um desafio”.
Outros exemplos dados por Melo foram como usar em vídeo controle de câmeras e pode incluir a brasilidade nas referências de imagens “com sotaque brasileiro”. Assim “democratizamos e universalizamos o uso da plataforma em toda a organização entregando esse recurso para todos os produtores de conteúdo de empresa”, e mostrou um caso real de uso para televisão que é o “Fala AI”, emitido pela Fantástico. E, ainda, demonstrou três exemplos de pós-produção utilizando IA, um de colorimétria transformando imagens em preto e branco para cor, e dois de “deepfakes” para dramaturgia, que seria a utilização de bonecos para ser transformados em bebês “reais”, ou a mudança de fases de atores e rejuvenescimento de atrizes para uma novela.
Ele fechou dizendo que “a combinação de infraestrutura de mídia moderna com agentes de IA é o motor de agilidade” e que “a maior vantagem competitiva será a rapidez com que as empresas aprenderam a colaborar com a tecnologia para contar historias melhores”.
O SET Centro-Oeste tem patrocínio de Ouro da Alliance, Canon, CIS Group, Mediastream, LineUp, SES, Sony, Speedcast e Youcast, e o apoio de NeoID, SM Facilities, Showcase, Teletronix, Pinnacle/Blackmagic Desing. Ainda, o apoio institucional da Abert, Abratel, Astral, Globo, Record e SBT.
Por Fernando Moura e Tito Liberato