SET Centro-oeste analisa as mudanças da DTV+
Painel explora as novas fronteiras da TV digital com a chegada do DTV+, destacando seu potencial para transformar a geração de valor no setor.
Na tarde de Brasília, o SET Centro-Oeste abordou recursos interativos, avanços tecnológicos, novas formas de engajamento e estratégias para impulsionar público e rentabilidade em um ecossistema altamente conectado. Participaram do penúltimo painel do SET Centro-Oeste, realizado em Brasília, Emerson Luiz, Business Development Manager da Youcast; Marco Lopes, CEO de Mediastream Brasil; Felipe Andrade, VP de Vendas da CIS Group; e Daniela Guerson André, Diretora da TV Câmara. Moderou Tomaso D’Angelo Wantuil Papi, Supervisor de Engenharia e Tecnologia da Record Brasília.

Andrade deu o pontapé inicial e falou de custos de transmissão e com isso “a monetização é importante”, porque ainda, explicou, aumentou o custo de produção com cadeias e workflows em alta qualidade, e “a crescente demanda do usuário com mais devices”. Para isso, ele falou de monetização, e começou com a publicidade segmentada, com anúncios personalizados, segmentação geográfica e interatividade.
Ele avançou para a ideia de Pay-per-view com lançamentos e pré-lançamentos de filmes, alugueis digitais, eventos ao vivo ou vendas permanentes. E falando de experiências premium, falou de 8K e 360 graus, por exemplo. Ainda, referiu-se a modelos de assinatura (SVOD) combinados com DTV+, além de comércio integrando – o T-commerce – da DTV+. E encerrou falando de Datacasting com possibilidades que possam gerar receitas.
Para demonstrar exemplos, exibiu conteúdos produzidos com a plataforma Doors pensando em “economia de custos com operações mais simplificadas”, ainda uma ação nos Jogos Olímpicos e outra com uma única câmera de uma corrida, com imagens especiais.
A seguir, Emerson Luiz da Youcast disse que a empresa tem kit para simular a recepção de sinais de DTV+ com Mimo, e comentou que nos Estados Unidos trabalha com ATSC 3.0 na integração streaming e TV 3.0, e com isso desenvolver monetização DAI, e outra monetização via Datacasting, que é “transmitir dentro do espaço espectral da emissora dados”, um processo que já pode ser “usado na TV 2.5, mas ninguém usa ainda”.
A seguir, falou da arquitetura da Uplink e como a plataforma unificada pode ser usada para adquirir, gerenciar, monetizar e entregar, usando também um AdServer, o “famoso orquestrador do DAI que vai saber quando entregar a propaganda” e que tem como diferencialque “permite que cada publicidade tenha uma URL única e permita individualizar o envio”. E avançou dizendo que a mesma plataforma permite ter mediante uma CDN OTA de enviar dados. E finalizou afirmando que os radiodifusores podem começar “a pensar em Datacasting, porque é um dinheiro que vocês têm e não estão usando”
Marco Lopes, CEO de Mediastream Brasil, disse que “estamos vivendo com a DTV+ uma verdadeira transformação porque por onde olhamos vemos que há oportunidades”, que “está mudando a indústria” em formato de convergência que muda o modelo de negócio. “Estamos numa transição de um modelo de publicidade massificada para um modelo que incorpora a segmentação de audiência, apersonalização e a medição precisa do digital para atelevisão”.
Assim, explicou em trabalho colaborativo, em forma de ecossistema, de “trabalho conjunto e estratégico entrediferentes players e elos da cadeia devalor”, assim explicou, “Radiodifusores, Provedores (ISPs) e Fabricantes: A DTV+ depende de uma rede robusta para a entrega híbrida: (QoE) e a escalabilidade. Por outro lado, os produtores de Conteúdo, Plataformas deTecnologia e Agências: para que a publicidade programática e a super-regionalização funcionem efetivamente é preciso que esses elos seconectem, compartilhem dados (com ética esegurança)e criem formatos inovadores”.
E finalizando dando exemplos de Live Shopping oferecendo uma experiência personalizada em cada evento que “permitecombinare-commerce com transmissãoao vivo. Permitindo que os consumidorescomprem produtos em tempo realAumentandoa Monetização. E de Geração Inteligente de Metadados com IA, onde “se apresenta MoAI,nossa solução de inteligência artificial para geração automatizada de metadados.Com alta precisão e velocidade, o MoAI analisa conteúdos de vídeo, e extrai metadadosestruturados como título, descrição, palavras-chavee muito mais—otimizando indexação, descoberta erecomendação de conteúdo em escala”.
Finalizou falando do Caso Meli no Mercado Livre, no qual a empresa desenvolveu o Mercado Play, uma plataforma que oferece milhares dehoras de séries e filmes gratuitamente e integrado com Advertising e Videos e Shorts com mais de1 milhão de clipes curtosdisponíveiscomo comércio eletrônico na plataforma daempresa.
Para fechar o painel, Daniela Guerson André, Diretora da TV Câmara, falou da digitalização do sinal o que permitiu a criação da “Rede Legislativa, que hoje esta com mais de 1600 emissoras, co m 76 emissoras que são geradoras com parcerias com câmaras municipais e legislativas”. Segundo Daniela a Rede trabalha hoje com “a melhoria de sinal com a TV 3.0 para chegar melhor na casa do usuário”. Ela falou ainda da transmissão “interativa das comissões da câmara” e afirmou que os desafios da migração para a TV 3.0 passam por agregar valor, além de como “atrair e engajar nosso público nesse novo modelo de TV”. E afirmou que esta trabalhando para ter uma aplicação que possa integrar a “comunicação pública”.
O SET Centro-Oeste tem patrocínio de Ouro da Alliance, Canon, CIS Group, Mediastream, LineUp, SES, Sony, Speedcast e Youcast, e o apoio de NeoID, SM Facilities, Showcase, Teletronix, Pinnacle/Blackmagic Desing. Ainda, o apoio institucional da Abert, Abratel, Astral, Globo, Record e SBT.
Por Fernando Moura e Tito Liberato


