O que é Metaverso?
Um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “Internet”, ou seja, uma espécie de mixed reality

Foto: Fernando Moura
No mundo conectado, onde as relações humanas e digitais se misturam e a convergência midiática já não é uma tendência, mas sim uma realidade que se junta as diferentes formas de realidade virtual, sejam este VR, VRA (Realidade Virtual Aumentada), surgiu há alguns anos uma nova forma de olhar, de ver e sentir as coisas, o Metaverso.
Na sua tese de Mestrado na Universidade de Brasil, Itamar de Carvalho Pereira, afirma que o Metarverso tem origem na obra de ficção-científica Snow Crash, de Neal Stephenson lançada no início dos anos 1990, onde o autor utiliza o termo como “sinônimo de um ambiente virtual que os usuários acessam por meio da internet e interagem segunda uma figura representativa virtual, chamada de avatar”
Assim, a terminologia é utilizada para indicar dalguma maneira um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de “realidade virtual”, “realidade aumentada” e “Internet”.
João Pedro Malardo da CNN Brasil Business, afirma que as “empresas brasileiras projetam expansão e melhora da tecnologia de realidade virtual, com novas funcionalidades para o público”. Malardo utiliza o caso da Nexus VR, empresa brasileira que “desenvolve projetos, eventos e treinamentos para empresas com tecnologias de realidade virtual, realidade aumentada e a chamada mixed reality, além de peças publicitárias e showrooms de projetos imobiliários”. Mais informação, clique aqui
Mas há tendência tende a aumentar e a quem diga que o futuro passa por plataformas que permitam a interação entre os mundos on e offline. Christian de Castro Oliveira e Masukieviski Coutinho Borges afirmam em “Disney – da fantasia aos metaversos”, publicado na Revista Emnuvens que gigante do entretenimento “conta com pessoas capazes de ler o presente através de evidências mineradas, utilizar os ativos e energia da própria companhia e dos parceiros, testar no mercado, conversar diretamente com sua base de fãs e gerar novos inputs para rodar novidades e encantamentos (…) 80 anos depois seriam as vassouras do Mickey aprendiz as inteligências e forças computacionais, Big Data, Aprendizagem de Máquina, arquitetura social e inteligências artificiais? Seria o chapéu do Mestre: os futuros chips, AR/VR, “softwares específicos para games”, tecnologias vestíveis, hologramas? Será que o Mestre Yen-Sid, daqui em diante vai permitir o aprendiz a fazer mais experiências mágicas e acessar novos metaversos?”
Por Fernando Moura, em São Paulo