Jogos Olímpicos: Globo inova com estúdio ambientado na Torre Eiffel e projeção da Cidade Luz em 3D ultrarrealista
Combinando conteúdo e tecnologia, a Globo criou a “nossa Paris” e a levou para a casa dos brasileiros imersão 3D ultrarrealista. A partir do conceito de estúdio virtual, com tecnologias de ponta utilizadas em superproduções ao redor do mundo, o público foi transportado para a Cidade Luz. Estes recursos foram somados à qualidade de som e imagem, com transmissão em 4K HDR e som surround Dolby Atmos, oferecendo uma experiência imersiva para as transmissões das Olimpíadas.
Os Jogos Olímpicos continuam ecoando. Durante o SET EXPO que se realizou em São Paulo de 19 a 22 de agosto último, a SET TV entrevistou Jorge Martinez, diretor de vendas e operações de América Latina de stYpe, que explicou como foi criado o cenário “nossa Paris”, da Globo.
Construído nos Estúdios Globo, o espaço foi o coração da cobertura e sediou a programação diária da TV Globo, incluindo a transmissão das competições e o programa ‘Central Olímpica’, além do ‘Ça Vá’, do sportv. Foi a partir da vista da Torre Eiffel para a cidade de Paris que narradores, apresentadores, comentaristas e convidados levaram as informações. “O estúdio contou com uma reprodução em 3D da capital francesa, levando ao público de casa a visão que visitantes têm na experiência presencial na Torre. Desenvolvida em 16K, com a mais avançada tecnologia para reprodução em tempo real do local, ela simula o movimento do sol, clima, iluminação, e toda a vida da cidade”, explicou a Globo em comunicado.
“Esse é o jeito Globo de se manter na vanguarda das transmissões esportivas, aliando a criatividade dos nossos talentos, na frente e por trás das câmeras, ao que há de mais moderno na indústria de mídia. O nosso objetivo foi promover uma imersão ultrarrealista, fazendo com que os brasileiros se sintam dentro das Olimpíadas”, explica Paulo Rabello, Diretor do Hub de Operações de Conteúdo da Globo.
“Este estúdio é o nosso xodó e superou qualquer expectativa que tínhamos. Foi um trabalho longo, de praticamente dois anos, que envolveu muitas áreas da empresa e eu só posso agradecer às parcerias. A turma da tecnologia perguntou onde nós queríamos estar. No mundo dos sonhos, queríamos estar dentro da Torre Eiffel. Então, eles nos ofereceram ir para dentro da torre, só que de outra maneira. E aí nasceu o projeto de criar a ‘nossa Paris’, toda em realidade virtual. Estamos muito felizes com o resultado”, disse Joana Thimoteo, Diretora de Transmissões Esportivas e Gestão de Elenco do Esporte da Globo.
- Na TV Globo, Tadeu Schmidt e Fernanda Garay comandaram a ‘Central Olímpica’/ Foto: Globo/ Thais Magalhães
- Andre Rizek e Fabi Alvim apresentaram o “Ça Va Paris” diariamente no sportv2 / Foto: Globo
Através da tecnologia que une o mundo real ao virtual em um ambiente com quase 150 m2 de LED em alta resolução, o espaço fez com que o público se sinta dentro de Paris, disse o comunicado. “As câmeras integradas possibilitam a inserção de elementos em determinados espaços do cenário, a partir de imagens captadas ou geradas por computador, combinando elementos de Realidade Aumentada e iluminação. Todos sincronizados em tempo real para criação e reprodução de espaços e cenários ultrarrealistas. Essa capacidade de customização do local e rápida adaptação possibilita que cada programa tenha uma identidade visual própria”.
“Criamos um ambiente extremamente dinâmico e flexível, equipado com soluções disruptivas que apoiam o conteúdo e possibilitam que ele crie grande conexão e impacto. Entre os destaques, estamos integrando todo este desenvolvimento com uma tecnologia de Produção Virtual, utilizada pelo cinema e mercado publicitário. Nela, aplicamos o padrão da Globo de excelência para produzirmos uma ambientação completa de Paris nos programas, tendo sempre o propósito de fazer a tecnologia ajudar nossos profissionais a contar as histórias que acontecem ao longo do maior evento de esportes do planeta”, detalha Fernando Alonso, Diretor de Pós-Produção e Design da Globo.
O estúdio olímpico também contou com recursos de Inteligência Artificial, usada para transformar fotos e vídeos feitos por satélite em projeção 3D que foram usadas nas imagens para voos virtuais panorâmico sobre a cidade, indo do estúdio, na Torre, para as arenas. Já o analisador Tático e analisador de movimentos, desenvolvido por um time de especialistas, foi integrado ao cenário através de Realidade Aumentada, para levar análises e detalhes dos jogos e modalidades. Outra inovação foi o uso do Gaussian Splatting, nova técnica que permite recriar elementos em 3D através de capturas feitas em 2D, aproximando o público dos astros e protagonistas do evento.
A resolução de imagem foi outro diferencial da cobertura da Globo. As transmissões no Sportv 2 foram em 4K HDR com som imersivo Dolby Atmos, levando ao público uma experiência bem próxima da vivenciada nas arenas, com maior qualidade de imagem e sensação de realismo.
Veja a seguir a entrevista com Jorge Martinez da stYpe que conta como foi criado o cenário virtual e a utilização de SET Extension
Por Fernando Moura, em São Paulo
