EBC destaca integração de serviços públicos e audiovisual na transição para a TV 3.0

Debate no Rio2C abordou o papel da radiodifusão pública e das plataformas digitais no novo ambiente tecnológico da televisão brasileira.

A diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, destacou o papel da empresa na implementação da TV 3.0 durante o painel “Audiovisual em Toda Parte: Experiências de Promoção, Formação de Público e Direito de Acesso à Produção Brasileira”, realizado em 28 de maio no Rio2C, no Rio de Janeiro. Organizado pelo Ministério da Cultura, o debate reuniu representantes do setor audiovisual para discutir estratégias de acesso, distribuição e integração de conteúdos públicos.

Antonia Pellegrino fala durante painel “Audiovisual em Toda Parte: experiências de promoção, formação de público e direito de acesso à produção brasileira”, palco MinC Conecta, no Rio 2C/Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Durante a discussão, Antonia Pellegrino ressaltou a participação da EBC no processo de transição da televisão digital para a TV 3.0, destacando a convergência entre radiodifusão e conectividade. “Estamos vivendo uma transição da televisão digital para a TV 3.0. Ela traz a experiência do usuário de redes sociais combinada à radiodifusão. É um novo jeito de consumir TV. É uma política de Estado de fortalecimento da radiodifusão”, afirmou.

A executiva também apresentou a proposta da chamada Plataforma Comum, iniciativa voltada à integração dos canais públicos e de serviços digitais governamentais no novo ambiente tecnológico. “A EBC tem um papel extremamente relevante nesse assunto porque não só articula o campo público, como é idealizadora e realizadora do que se chamará Plataforma Comum. Ela será um aplicativo que reúne todos os canais públicos e uma série de serviços públicos de ministérios, como o SUS digital”, explicou.

Segundo Antonia Pellegrino, a implementação da TV 3.0 deverá ocorrer ao longo de um período de aproximadamente dez anos, ampliando as possibilidades de distribuição de conteúdo e acesso a serviços públicos por meio da televisão conectada. “Em um cenário fragmentado, a EBC tem uma posição de disputa para o futuro ao alavancar o campo público, os serviços de governo e disponibilizá-los ao cidadão. A TV Brasil, portanto, está na televisão de todas as pessoas e em breve embarcada na TV 3.0 que tende a levar uma transição de dez anos”, finalizou.