Dados gravados em vidro podem durar mais de 10 mil anos

A nova tecnologia usa laser para criar armazenamento digital denso, rápido e altamente durável.

Pesquisadores apresentaram na Revista Nature uma nova forma de armazenamento digital que utiliza gravação a laser em vidro, capaz de preservar informações por mais de 10 mil anos. A técnica surge como alternativa às mídias tradicionais, como fitas magnéticas e discos rígidos, que possuem vida útil limitada.

Dados gravados em vidro podem durar mais de 10 mil anos/ Foto: Reprodução

O método, chamado Silica, emprega lasers de femtossegundo para registrar dados em múltiplas camadas dentro do vidro. A tecnologia alcança alta densidade de armazenamento, com capacidade de até 4,8 terabytes em uma peça de vidro de apenas 120 mm de lado e 2 mm de espessura.

Além da durabilidade, o sistema também se destaca pela velocidade e eficiência. A taxa de gravação chega a 25,6 megabits por segundo por feixe de laser, com baixo consumo de energia por bit registrado.

Outro avanço importante é a possibilidade de uso de vidro borossilicato, material mais barato e com menor complexidade de leitura e escrita. Testes acelerados indicam que os dados armazenados nesse tipo de vidro podem permanecer íntegros por milênios.

A proposta busca atender à crescente demanda por soluções de arquivamento de longo prazo, fundamentais para preservar o conhecimento humano na era digital.

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