Conteúdo com publicidade representa quase 74% da audiência televisiva doméstica no 1º semestre de 2025, diz Nielsen

Nos Estados Unidos o streaming avança enquanto consumo de conteúdo sem anúncios diminui.

Análise publicado por Erik Gruenwedel na Media Play News, o conteúdo com suporte publicitário, seja em plataformas tradicionais ou no streaming, respondeu por 73,6% da audiência de TV nos lares dos Estados Unidos durante os seis primeiros meses de 2025, de acordo com novos dados divulgados pela Nielsen. A informação foi publicada por Erik Gruenwedel no site Media Play News.

Foto: Fernando Moura

“A visualização de conteúdos com anúncios ganhou 1,2 ponto percentual, enquanto o consumo de conteúdos sem anúncios caiu para uma participação de 26,4%”, detalha a análise da Nielsen. Segundo o levantamento, o streaming cresceu 2,9 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano. A maior parte desse crescimento (2,7 pontos) veio da migração da audiência da TV aberta com anúncios, enquanto os 0,2 pontos restantes vieram da TV a cabo.

A TV a cabo se beneficiou de um ciclo intenso de notícias e da ampla cobertura dos playoffs da NBA. Já as plataformas de streaming impulsionaram a audiência com o lançamento de novas temporadas de séries populares, como Love Island USA (Peacock), Squid Game e Ginny & Georgia (Netflix), além de reprises de títulos como Animal Kingdom e Blindspot também na Netflix.

Apesar desses destaques, o relatório apontou que a audiência total no segundo trimestre caiu 9% em comparação com o primeiro trimestre. O consumo de conteúdos com anúncios caiu 8% no período. A TV aberta com publicidade teve queda de 16%, enquanto a TV a cabo com anúncios recuou 8%. O streaming com anúncios, por sua vez, manteve-se estável, mesmo em uma época do ano em que os consumidores tradicionalmente reduzem o consumo de mídia.

Vale lembrar que, no início do ano, a Nielsen já havia revelado outro marco: em maio, o streaming superou, pela primeira vez, a soma das audiências de TV a cabo e aberta. De acordo com esse relatório, o streaming representou 44,8% do total do uso de TVs, o maior percentual já registrado. Em contrapartida, o conteúdo broadcast representou 20,1% e o cabo, 24,1%, totalizando juntos 44,2%.

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