Brasil passa a comandar Comitê de Radiocomunicações da Citel em reunião na Dominica

País lidera pela primeira vez o Comitê Consultivo Permanente II – Radiocomunicações e reforça articulação regional para preparação da Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027.

O Brasil iniciou oficialmente seu mandato na presidência do Comitê Consultivo Permanente II (CCP.II) da Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel) durante a 47ª reunião do colegiado, realizada em Portsmouth, na Dominica. O encontro começou no último domingo (6) e segue até sexta-feira (10), marcando a primeira reunião da Citel sob liderança brasileira desde a eleição do país para comandar o comitê no ciclo 2026–2030.

Foto: Anatel

A participação do Brasil é coordenada pela Comissão Brasileira de Comunicações 2 – Radiocomunicações (CBC2), responsável pela organização e condução das atividades relacionadas ao setor em fóruns internacionais.

À frente do CCP.II, o coordenador da CBC2 e atual presidente do Comitê, Vinicius Caram, agradeceu a confiança dos Estados-membros na Administração Brasileira e ressaltou a importância da cooperação regional e da construção de consensos, especialmente diante dos preparativos para a Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2027 (CMR-27).

Caram, que também é superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), reafirmou o compromisso da presidência brasileira em promover um ambiente de diálogo aberto, transparente e inclusivo entre os países integrantes, além de fortalecer a coordenação regional para consolidar posições comuns e ampliar a atuação conjunta das Américas em fóruns internacionais.

Atuação estratégica

Como parte de sua atuação internacional, a Administração Brasileira já apresentou 11 contribuições aos países-membros da Citel, reforçando sua presença nos debates sobre temas estratégicos para o setor de telecomunicações.

Foto: Anatel

Os documentos servirão de base para os grupos de trabalho do CCP.II e para os estudos técnicos que serão desenvolvidos ao longo do ciclo preparatório, podendo resultar em propostas interamericanas e recomendações regionais no contexto da preparação das Américas para a CMR-27.

Entre os principais temas abordados nas contribuições brasileiras estão aspectos relacionados a sistemas satelitais, incluindo soluções de conectividade direta ao dispositivo (D2D) e o uso de estações em aeronaves e embarcações. Também estão em pauta os avanços da radiodifusão no Brasil, com destaque para o desligamento da TV analógica e a implementação da TV 3.0.

Além disso, o país apresentou propostas voltadas ao planejamento futuro do uso do espectro e iniciativas ligadas à sustentabilidade espacial, evidenciando uma atuação abrangente e alinhada aos desafios atuais e futuros do setor de radiocomunicações.