Ascensão das Máquinas: A guerra civil da IA em Hollywood já começou
A inteligência artificial está transformando silenciosamente o entretenimento — e os bastidores de Hollywood vivem uma disputa acirrada entre pioneiros e defensores da criação humana, afirma matéria do The Hollywood Reporter.

Fonte: Canva
Steven Zeitchik afirma no The Hollywood Reporter que em um estúdio clássico no Eastside de Los Angeles, a atriz Natasha Lyonne movimentava um joystick diante de uma grande TV. O controle, semelhante a um antigo Atari 2600, dava vida a imagens fluidas e mutantes, que surgiam e desapareciam em um espetáculo de surrealismo digital. “Volta para o Rothko”, pediu Lyonne em seu inconfundível sotaque de Long Island, ao ver na tela uma obra inspirada no artista expressionista.
Segundo ele, ao seu lado, Bryn Mooser — cofundador da Asteria e parceiro de Lyonne — acompanhava atento. “Mas espero que a gente já tenha resolvido algumas dessas questões”, comentou Craig Patterson, diretor independente e também presente na sala, limitou-se a um sorriso enigmático.
Juntos, eles desenvolvem Uncanny Valley, um filme concebido para ser totalmente moldado por inteligência artificial. Produzido pela Asteria e pela Moonvalley — startup apoiada pela CAA e voltada a ferramentas de IA “éticas” —, o longa terá colaboração da atriz Brit Marling e do visionário da realidade virtual Jaron Lanier.
Embora ainda em pré-anúncio, o projeto já se inscreve como um marco: uma das primeiras produções a ter como base total o uso criativo de mídias geradas por IA. No entanto, mais do que a novidade, a produção escancara uma nova era para Hollywood — onde algoritmos já participam de diversas etapas da criação, mesmo quando os créditos não indicam. E enquanto uns celebram, outros levantam barricadas. A batalha pela alma do entretenimento, ao que tudo indica, está apenas começando.
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