Tecnologias de transmissão das Olimpíadas mostra avanços exponenciais e redução de custos

As Olimpíadas 2024 foram históricas para o Brasil, tanto em questão de medalhas e como em tecnologia de transmissão.  O painel “Olimpíada 2024, muito além do Esporte” levou para o congresso o ponto de vista de profissionais de apresentação e técnicos. Foram abordados os desafios enfrentados pelos jornalistas, as inovações técnicas necessárias para uma transmissão de qualidade e os bastidores da produção que tornam possível levar esse grande evento esportivo ao público.

A palestra foi moderada por Jean Pierre Zanetti Vandresen, gerente técnico no Grupo Bandeirantes de Comunicação, Allan Carvalho, gerente técnico da Rádio Itatiaia, e Álvaro José, jornalista na Rádio Transamérica.

Álvaro José, que teve a oportunidade de cobrir 12 jogos olímpicos de verão,  apresentou imagens que traziam equipamentos usados em diferentes épocas, como câmeras gigantes e poucos receptores, e costurou as mudanças tecnológicas com a história do mundo, como a queda da Bolsa de NY, relembrando como realizou as transmissões desde 1984, em Los Angeles (EUA), e as últimas coberturas. O jornalista deu suas impressões sobre o futuro das coberturas a partir da evolução tecnológica.

“Como vai ser Los Angeles 2028? Será que nós vamos ter uma sala em que eu vou interagir com a Rebecca Andrade ou com um grande judoca em uma sala holográfica? É o que estão dizendo do que pode acontecer em Los Angeles. A tecnologia vai avançar cada vez mais, mas o rádio e a televisão vão continuar,  e pode ter patrocínio. E a maior fatia, a maior injeção de capital vem de onde? NBC. Mais de um bilhão de dólares. Consequentemente, com o rádio bem e a NBC garantindo, vamos esperar que Los Angeles seja realmente uma Olimpíada que vai fazer muito bem para nossas vidas e, para mim, vai fazer bem para a alma”, disse Álvaro José.

A Rádio Itatiaia participou do painel através de Allan Carvalho, gerente técnico da empresa. Carvalho explicou a missão da transmissão em Paris e alguns pontos importantes para promover um conteúdo digital de qualidade e único. “Saímos de 200 mil inscritos em 2021 para 2,6 milhões com as mudanças de tecnologia. Tivemos uma cobrança muito presente por vídeo em cima da engenharia e da produção de conteúdo. A Itatiaia comprou os direitos de transmissão de áudio, somente áudio. Uma coisa que é muito importante para quem é ouvinte é a imersão, fazendo com que ele  sinta que o repórter está dentro da competição. A Central Olímpica foi montada no Brasil e fizemos as narrações do off-tube daqui.. Eu precisava que o meu narrador, que o meu gol, saísse antes da Globo, antes da TV, por isso havia uma grande preocupação com a latência. O A-Cloud permitiu a gente receber o vídeo e o áudio com uma latência muito menor do que o da TV. O Kit Mojo foi o nosso grande aliado nessa cobertura”, afirmou Carvalho, que contou com mais detalhes todo o sistema de transmissão usado, que fez com que o processo saísse por US$ 76 mil, valor menor do que investido nas Olímpiadas no Rio de Janeiro, que tinha menos tecnologia.