Entidades analisam histórico e destacam necessidades para impulsionar futuro da TV

Com a previsão de ser assinado no próximo dia 27, o decreto da TV 3.0 promete ditar os rumos da TV brasileira nos próximos anos. Por isso, Paulo Henrique Castro, presidente da SET, moderou um painel no SET Expo sobre o tema, mostrando como a associação se coloca à frente da pauta, e como o evento serve como hub de conteúdos para o setor.

A relevância do tema foi destacada por Vinícius Caram, conselheiro da Anatel, que apresentou as adaptações que ainda precisarão ser feitas para atender as normas do novo padrão. “Os brasileiros ainda consomem muita TV e temos que apostar no crescimento contínuo do setor. São quase 30 mil canais no país”, destaca.

Dando continuidade, Wilson Diniz Wellisch, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações, também apresentou o que está sendo feito para que a TV 3.0 chegue aos lares brasileiros. “Temos editais a serem aprovados e estamos em fase final das análises que serão encaminhadas. Trabalhamos em uma estratégia de IA para ajudar nas análises de processo.”, disse.

Flávio Lara Resende, presidente da Abert, apontou que o Governo precisa fomentar o mercado. “É uma migração completamente diferente do que foi a TV analógica. Temos uma concorrência desleal com plataformas digitais, que fazem o que fazemos sem as mesmas obrigatoriedades. A chegada da TV 3.0. será fundamental para termos mais equilíbrio, pois estaremos no mundo da tecnologia digital. Precisamos ter uma linha de crédito de financiamento para essa travessia”, disse.

Márcio Novaes, presidente da Abratel, acredita que o Brasil possui bom repertório para conduzir essa transformação. “A presença de todos mostra que estamos unidos. A receita está pronta e deveríamos repetir as experiências anteriores que tivemos com a TV 3.0. Além de encontrar esse financiamento, fazer com que a implementação e a recepção por parte das pessoas seja de forma rápida”, destacou.

O papel essencial da TV na formação do povo foi um dos pontos abordados pelo presidente da Astral – Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas, Gerson Inácio de Castro. “Queremos estar juntos, mesmo de setores e de modalidades diferentes. As emissoras legislativas não buscam audiência, mas sim relevância e, por isso, são essenciais para produção de conteúdos regionais, fundamentais para a captura das memórias nas pessoas. Sou filho da TV e é inquestionável o peso que ela teve durante toda história”, afirmou.