Futuro da conectividade passa pelo Wi-Fi 7 e 6G

Tecnologias são fundamentais para aprimorar comunicação, tráfego de dados e conexão de áreas remotas

Tecnologias emergentes, como Wi-Fi 7 e 6G, que estão transformando a conectividade, foram tema do Congresso do SET Expo 2025 no painel que discutiu como funciona a conexão atualmente e como isso está impulsionando inovações, ao mesmo tempo que redefine as possibilidades para a indústria.

No âmbito do Wi-Fi 7, Marcio Pilotto, gestor da equipe de engenharia LATAM da Júniper, destacou que a nova geração tem o objetivo de aumentar a volumetria do tráfego. Com o auxílio da tecnologia Multi-link Operation (MLO), a vazão teórica é quatro vezes maior do que na geração anterior. 

“A sexta geração chega a quase 10 GB de tráfego, mas na sétima conseguimos até 46 GB. Isso é interessante para determinados usos, como quando uma empresa está produzindo uma massa de vídeo e precisa enviar rapidamente para a ilha de edição ou pré-produção. Também é relevante para atividades que envolvam realidade virtual ou aumentada, que geram uma massa gigante de tráfego, que sai em direção a um data center e precisa retornar rapidamente para o terminal”, explicou Pilotto.

Já Luciano Leonel Mendes, professor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), afirmou que a chegada do 6g vai revolucionar não apenas a comunicação, mas também o mapeamento, o sensoriamento e o posicionamento. Ou seja, a tecnologia vai fornecer novas ferramentas para o usuário, sempre com o apoio da Inteligência Artificial (IA).

“Na prática, vai contribuir para verticais importantes no Brasil, como o acesso em áreas remotas e rurais, criando fazendas inteligentes e contribuindo para mineração, além de conseguir espalhar conhecimento médico ou de docentes de grandes centros para áreas afastadas do país”, exemplificou Mendes.

Para aumentar a conectividade, a Inatel possui um projeto de usar bandas ociosas, como aquelas do sinal da TV digital, para implementar redes 6g não licenciadas. Isso permitiria que o sinal mudasse de frequência de acordo com a necessidade, sem gerar prejuízos à conexão.

O céu não é o limite

Alberto Boaventura, assessor de infraestrutura digital de telecomunicações e tecnologia estratégica, abordou o papel dos satélites na conectividade atual e do futuro. Ele mencionou projeções de que o mercado de comunicação via satélite vai movimentar ao menos US$ 30 bilhões por ano até 2035. Atualmente, são mais de 50 provedores comerciais em operação ou em fase de teste.

“Isso reflete na quantidade de satélites que estão sendo lançados. Tínhamos uma média de 150 satélites por ano, mas nos últimos cinco anos a média subiu para 2.300/ano. Existem combinações que contribuem não apenas para a comunicação, mas também como o backhaul, conexão de satélites para conectar redes de comunicação, especialmente em áreas remotas”, explicou.

Outro exemplo é que os satélites podem operar na comunicação direta, sendo utilizados por dispositivos Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês). O painel foi moderado por Fernando Wiktor, gerente de soluções de telecom da TV Globo.

O Congresso do SET Expo 2025 segue até a quinta-feira (21) no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo. A programação conta com palestrantes de renome e temas em alta no mercado de broadcast, mídia e entretenimento.