SET:30: Rádio 3.0 amplia oportunidades no ecossistema do áudio
O painel destaca evolução híbrida do rádio, força dos dados e novas estratégias para audiência, publicidade e monetização.

Cristiano Flôres, Presidente Executivo da ABERT
No primeiro dia do SET:30, que se realiza da NAB 2026, em Las Vegas, o painel “Rádio, Tecnologia & Mercado em sintonia”, trouxe a perspectiva atual do Rádio 3.0 como parte importante do legado e futuro da publicidade, conteúdo e tecnologias.
O painel também questionou a suposta resistência com o termo “Rádio” para traduzir o momento atual e provou, com casos reais, estratégias usadas para inserir o jovem na audiência que já possui o hábito de consumir conteúdo pelo rádio.
Cristiano Flôres, Presidente Executivo da ABERT, e moderador do painel, explicou que o setor passa por um momento muito empolgante com os resultados de um grande levantamento de dados realizado pela Tudorádio para trazer informações precisas sobre o alcance e consumo do rádio no Brasil. Para Flôres, “a evolução do rádio é sempre natural, pois vai atrás de onde estão as pessoas”, e “entender como esse público consome atualmente é fundamental. Por isso, estamos debruçados em dados fartos para traduzir pro radiodifusor e mercado onde estamos e para onde vamos”, detalhou.
Daniel Starck, diretor do tudoradio.com, e Cristiano Stuani, consultor em gestão artística, marketing e projetos digitais para emissoras de rádio, TV e portais, participantes do painel, expuseram aos ouvintes a importância de ressignificar a palavra rádio: “Com este termo ficamos presos a um receptor, mas ele é só uma parte do ecossistema. Hoje, as pessoas entendem o rádio como carro, Alexa e etc, e mensurar isso é um desafio”, afirma Starck.

Cristiano Flôres – Presidente Executivo da ABERT, Daniel Starck – Diretor – tudoradio.com, Cristiano Stuani consultor em gestão artística, marketing e projetos digitais para emissoras de rádio, TV e portais
O painel alertou também que é preciso estreitar o diálogo com as empresas de publicidade, pois com o incremento do digital no alcance do dial, os dados são positivos e impressionantes, quando comparados com outros meios de comunicação atuais, como TV e internet. “Hoje o incremento digital chega a 83% é muito alto. Então é preciso entender que o consumo do rádio é híbrido – pelo ar e pela internet!”, explicaram.
Uma estratégia para aproveitar essa audiência vem das montadoras de veículos, que estão investindo em modelos híbridos de rádio já embarcados, permitindo o hábito de consumir o rádio no carro várias vezes ao longo do dia, e passando esse costume para as gerações mais novas.
Os dados levantados mostraram ainda que há diversas oportunidades de expansão e monetização para além da publicidade. “O setor precisa cuidar também do seu streaming, porque não basta ter só um áudio bom, tem que entregar vídeo também. É a partir destes dados que podemos manter a relevância do nosso setor, bem como entender qual o próximo grande movimento que faremos para, juntos, elevarmos o profissionalismo e inteligência de dados no nosso meio”, disse Daniel Starck.
Por Fernando Moura e Fernanda Vio em Las Vegas, e Tainara Rebelo em São Paulo