SET Centro-Oeste debate conectividade satelital
O painel “Conectividade Satelital: Potencializando o Mercado Audiovisual com Alcance e Eficiência” analisou o panorama atual da distribuição via satélite e ainda oportunidades de transmissão de sinal de DTV+ via satélite.
Rubens Vituli, Diretor Comercial da divisão de Media da SES no Brasil e Eduardo Padilha, Gerente Comercial da Speedcast, analisaram, com a moderação de Luciano de Melo Silva, Gerente de Engenharia e Operações, TV Band Brasília e Rádio Band News FM, como a conectividade satelital amplia o alcance e a eficiência do mercado audiovisual, garantindo estabilidade na transmissão e novas possibilidades para radiodifusão em um cenário de transformação digital e expansão de audiências.
No início, Luciano de Melo Silva disse que “a TVRO nunca teve tanta importância. Como viram, nos dois primeiros painéis, falou-se muito da influência do sinal e como ele pode chegar às pessoas”. A seguir, Padilha, executivo da Speedcast, disse que, nesse ponto, a empresa sobe ao satélite 51 canais de TVRO, e desde o ano passado “decidimos implantar um core de TV 3.0 para o qual criamos um laboratório agnóstico para a indústria e desenvolvedores de softwares; apresentar para a área comercial das emissoras, que será a experiência da segmentação geográfica; compartilhar a infraestrutura do Core para viabilizar o investimento pelos rádiodifusores; e desenvolver novos modelos de negócios”.
Segundo ele, o core foi criado para testar a camada física, “e acompanhamos um teste de satélite na TV Tem”, e este mês a “Abrasat solicitou que exista a possibilidade de ter no Decreto a TV 3.0 na banda Ku no satélite. Sentimos falta do pessoal de satélite no grupo do Fórum”, e disse que “pode acontecer que “a TV 3.0 chegue antes às pessoas via satélite que via terrestre”, mas isso, “é apenas uma possibilidade”, e explicou como “na TV Tem se testou o sinal via satélite com um set-top-box que desencapsula o sinal”. Assim, mostrou um vídeo de recepção de sinal de TV 3.0 com DVBNIP que permite segmentar “na hora do break em três sinais comerciais diferentes”.
Falando de TVRO, disse que “já temos mais de 15 milhões de lares atendidos. A Speedcast é responsável pela transmissão de mais de 50 emissoras e a única autorizada a acessar o satélite Star One D2 da Embratel”.
Ele disse que o “Native IP por transmissão satelital – Linear e VOD” é um laboratório que pode gerar novos serviços na TVRO, que éuma geração de sinais em HLS/Dash em unicast sobre uma rede de transmissão satelital em multicast. Para isso, o conteúdo unicast precisa ser reconhecido pela transmissão DVB, portanto é encapsulado em GSE ou MPE. Na recepção do sinal no STB, o sinal então é transformado em unicast e distribuído por uma rede WIFI para vários devices tais como, celular, tablets, tvs.
Pela sua vez, Vituli falou que estamos em um momento de mudanças e que a dinâmica de mercado mudou, com o “consumo de vídeo que continua a crescer, mas com dinâmica diferente”, na qual a televisão precisa, cada vez mais, ter “interatividade”.
Ele falou de distribuição híbrida e a TV 3.0. Tratando do primeiro ponto, falou do case da CNN Brasil, que além de oferecer capacidade, “a SES oferece um conjunto de soluções para entregar vídeo de alta qualidade em qualquer lugar, a qualquer momento e em qualquer tela” com caminhos paralelos, “como a entrega pela nuvem com protocolos de streamings profissionais com distribuição IP para retransmissoras ou afiliadas”. Ainda acrescentou que “entrega a CNN Brasil a Prime Video, entregando o sinal nos Estados Unidos, sendo a emissora a primeira a entrar como canal linear na plataforma de streaming”.
Vituli falou de um “use Case B2C com DVB-NIP com recepção via NIP Gateway. Para isso, mostrou a utilizaçãoda tecnologia DVB-NIP para o satélite que chega à casa do usuário via IP, que permite “assistir conteúdo via satélite em diferentes devices da casa sem necessidade de acesso à internet”. E explicou que o desafio passa pela migração do MPEG-TS para o IP-baseb com entrega a diferentes sistemas. “A SES agrega valor ao ecossistema de broadcast”. Acrescentou que no “México, por exemplo, dentro do aplicativo é possível ter todos os aplicativos que façam com que o usuário não saia do APP”, e agora “estamos trabalhando nas caixas que permitam levar todo o conteúdo do DTH a Dish Mexico”, levando o conteúdo da empresa a todos os aplicativos.
Finalmente, ele falou da nova operação da OI TV, que foi comprada pela Mileto Tecnologia, e “o negócio voltou a crescer e aumentar”, assim, “estamos trabalhando na implantação do DVP-NIP no México e estamos estudando trazer ao Brasil os Set-top-Box”, e se comprometeu a “ter uma demonstração do DVB-NIP” no SET EXPO em agosto em São Paulo.
O SET Centro-Oeste tem patrocínio de Ouro da Alliance, Canon, CIS Group, Mediastream, LineUp, SES, Sony, Speedcast e Youcast, e o apoio de NeoID, SM Facilities, Showcase, Teletronix, Pinnacle/Blackmagic Desing. Ainda, o apoio institucional da Abert, Abratel, Astral, Globo, Record e SBT.
Mais informações em: https://set.org.br/eventos/set-regionais/centro-oeste/
Por Fernando Moura e Tito Liberato