SET: 30: Copa do Mundo será ponto de inflexão da tecnologia no esporte, afirma executiva da AWS
A Copa do Mundo é apontada pela AWS como marco decisivo da transformação da mídia esportiva, com foco em streaming de baixa latência, experiências multiplataforma e tolerância zero a falhas.

Samira Panah Bakhtiar, General Manager, Media & Entertainment, Games, and Sports da AWS
No keynote do primeiro dia do SET:30 que se realiza em Las Vegas, Samira Panah Bakhtiar, General Manager, Media & Entertainment, Games, and Sports da AWS, disse que a Copa do Mundo foi apontada como o grande divisor de águas para a transformação tecnológica da mídia esportiva.
Com a frase “O futuro da mídia esportiva está sendo escrito agora mesmo”, a executiva defendeu que o esporte ao vivo entrou em uma nova era, marcada por exigências técnicas extremas, experiências multiplataforma e tolerância zero a falhas.
Segundo Samira, o esporte permanece como o “último grande conteúdo de appointment television”, capaz de mobilizar centenas de milhões de espectadores simultaneamente. “São eventos em que não existe segunda chance: não pode haver atraso, não pode haver queda de sinal”, destacou. A audiência, explicou, espera acompanhar a transmissão em múltiplas telas, diferentes idiomas e com camadas adicionais de informação, como estatísticas em tempo real, recursos interativos, apostas e conteúdos sociais integrados.
A executiva ressaltou que esse novo padrão de consumo impõe desafios inéditos à infraestrutura de transmissão. “Estamos falando de seis telas, três idiomas, dados em tempo real e interações constantes. Tudo isso precisa acontecer sem latência perceptível”, afirmou. Para eventos globais como a Copa do Mundo, qualquer atraso ou interrupção compromete a experiência e o valor do produto esportivo.
Nesse cenário, Samira colocou a latência como o principal problema a ser superado. “Vamos começar pelo desafio mais fundamental: a latência”, disse, ao comparar o modelo tradicional de radiodifusão com as arquiteturas modernas de streaming. Embora reconheça a relevância histórica do broadcast, ela apontou limitações estruturais do modelo legado, como capacidade fixa, maior atraso na entrega do sinal e pouca flexibilidade para escalar demandas globais.
Em contraste, a executiva destacou que o streaming já superou o broadcast tradicional em aspectos estratégicos. Plataformas baseadas em nuvem permitem transmissões ao vivo em 4K com altíssima qualidade, pipelines totalmente cloud-native e latência cada vez menor, aproximando-se do tempo real exigido pelo esporte. “A nuvem oferece elasticidade, resiliência e inovação contínua, três fatores críticos para eventos esportivos de escala global”, explicou.
Samira argumentou que a combinação entre esportes ao vivo e tecnologia em nuvem cria um ambiente favorável à experimentação de novos formatos e modelos de negócio. Recursos como múltiplos ângulos de câmera sob demanda, personalização da experiência do usuário, inserção dinâmica de publicidade e integração com dados e inteligência artificial deixam de ser exceção e passam a ser expectativa do público.
Ao olhar para a próxima Copa do Mundo, a executiva foi enfática ao afirmar que o evento funcionará como um teste definitivo para essas tecnologias. “A Copa será o momento em que tudo isso se consolida. Ela vai mostrar, em escala máxima, como a mídia esportiva pode ser mais imersiva, interativa e resiliente”, afirmou.