Governo Federal oficializou a TV 3.0, novo padrão da televisão aberta brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, assinaram no dia 27 de agosto, no Palácio do Planalto, o decreto que regulamentou a TV 3.0, a nova geração da televisão aberta e gratuita no Brasil. O ato marcou um momento histórico para a radiodifusão brasileira, consolidando o país como pioneiro na América Latina e entre os BRICS na adoção da tecnologia. Governo afirma que TV aberta é parte de sua estratégia de soberania digital.
A cerimônia contou com a presença de autoridades, representantes da indústria e da radiodifusão, e foi descrita como um divisor de águas para o setor. O governo destacou que a medida atendeu a demandas históricas de modernização, ao mesmo tempo em que fortaleceu a radiodifusão como vetor de desenvolvimento, inclusão digital e integração nacional.
O novo padrão, definido como uma verdadeira revolução na televisão digital aberta, traz recursos inéditos para a TV aberta brasileira. Entre eles, qualidade de imagem em ultra-alta definição, som imersivo, maior robustez de sinal e integração completa com a internet. A TV 3.0 também possibilitou interatividade direta com conteúdos e serviços digitais, inclusive com o acesso, via controle remoto, a serviços do governo federal.
Com o decreto, a indústria e as emissoras de televisão passaram a ter respaldo regulatório para preparar equipamentos e transmissões, abrindo caminho para que a tecnologia chegasse à população já a partir do ano seguinte.
O lançamento foi acompanhado da exibição de um vídeo institucional que detalhou as principais inovações da TV 3.0 e reforçou a posição do Brasil como referência mundial na evolução da televisão digital terrestre.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Sidônio Palmeira, enfatizou que a TV 3.0 é um avanço que vai além da tecnologia, pois reafirma a soberania nacional e coloca a televisão aberta brasileira em sintonia com a era digital. Ele recordou que a transição iniciada em 2006, sob a liderança do presidente Lula, já havia sido um marco, e agora o país dá um novo salto, com mais qualidade de imagem e som, interatividade e integração com a internet.
“Este governo olha com atenção e dedicação aos temas sociais, mas valoriza, com a mesma ênfase, o desenvolvimento tecnológico. Esse decreto representa nossa visão de futuro sob a agenda digital e tecnológica, abertura, cooperação e soberania. Aliás, a soberania, hoje, é um grande tema que une todo o país. Não só a soberania, mas a soberania digital”, disse o ministro da Secom/PR.
A chegada da TV 3.0 no Brasil representa um salto tecnológico que tornará a TV aberta mais moderna, interativa e integrada ao ambiente digital. A plataforma DTV+ será a peça-chave nessa evolução, permitindo que emissoras, anunciantes e telespectadores aproveitem ao máximo as novas possibilidades oferecidas pela convergência entre radiodifusão e internet. Com um processo de transição bem planejado, a TV 3.0 consolidará o Brasil como referência em inovação no setor de radiodifusão digital.
O presidente do SBTVD, Raimundo Barros, destacou que a chegada da TV 3.0 é resultado de um processo com a decisão do presidente Lula de instituir, em 2006, a 1ª geração da TV Digital. “A TV aberta representa cerca de 60% do tempo de consumo de vídeo nos domicílios deste país, considerando todas as telas das casas dos brasileiros: celulares, tablets, computadores e televisores. Essa força vem da decisão visionária do presidente Lula, que em 2006 instituiu a 1ª geração da TV Digital e do empreendedorismo e da criatividade dos radiodifusores brasileiros”, explicou.
O Presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Flávio Lara afirmou que a TV 3.0 inaugura um ecossistema inovador que levará a televisão aberta para a economia digital. “Essa nova geração criará um ecossistema capaz de enriquecer de forma inédita a experiência do telespectador e inserir definitivamente a TV aberta na economia digital. Estamos diante de uma verdadeira revolução que habilitará novos modelos de negócio e de receita, muitos deles hoje disponibilizados apenas na internet e nas redes sociais”, disse Flávio Lara.
Pela sua parte, Márcio Novaes, presidente da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL), lembrou que a televisão aberta brasileira é um patrimônio de credibilidade e confiança, presente há 75 anos na vida da população, sempre de forma gratuita e acessível. Ele ressaltou que a assinatura do decreto da TV 3.0 representa mais um capítulo histórico liderado pelo presidente Lula. “Hoje o senhor [Lula] é presidente novamente e assina o decreto da TV 3.0, mais um marco importante na história da televisão brasileira. Tudo isso que foi dito e apresentado aqui continua de graça, sem pagar nada. Isso é muito importante, porque a televisão brasileira, a radiodifusão brasileira é única”, comentou.
Por Fernando Moura, em Brasília





