Destaques do último dia do SET’30 na NAB Show
O terceiro e último dia do SET’30 superou as expectativas, com mais de 100 profissionais da indústria presentes, palestrantes internacionais e representantes de emissoras brasileiras conversando sobre os principais assuntos de tecnologia e negócios do setor.
Na primeira palestra do dia, “A era do Streaming: O que vem por aí?, se debateu o momento das plataformas digitais, os seus principais desafios concorrenciais e os novos modelos de monetização.
Moderado por Maurício Félix, Diretor de Infraestrutura e Segurança da Globo, o painel contou com a participação de Yassue M. Inoki, General Manager Latin America da Phentera, Srini, Chief Revenue Officer da Amagi, e Stefan Lederer, CEO e Co-Founder da Bitmovin.
- Maurício Félix, Diretor de Infraestrutura e Segurança da Globo, o painel contou com a participação de Yassue M. Inoki, General Manager Latin America da Phentera, Srini, Chief Revenue Officer da Amagi, e Stefan Lederer, CEO e Co-Founder da Bitmovin.
- Yassue M. Inoki, General Manager Latin America da Phentera
- Srini, Chief Revenue Officer da Amagi
- Stefan Lederer, CEO e Co-Founder da Bitmovin.
Yassue Inoki apresentou a Phentera e disse que o objetivo passa por melhorar a experiência e monetização das empresas parceiras. “Estamos em um momento maravilhoso, temos um mundo de opções para explorar para agregar a qualidade de vídeo e de experiência do usuário”.
Srini, da Amagi, analisou o contexto do mercado, lançou alguns dados interessantes e analisou os serviços end-to-end e como a distribuição live, linear e VOD de programação por streaming pode ser melhorada. Ele falou ainda sobre cloud-based SaaS e como as plataformas de tecnologia têm melhorado com esse tipo de tecnologia. “Hoje é preciso pensar em fast businnes models na hora de desenvolver plataforma para canais, sejam lineares ou não, com SaaS que possa ainda incluir publicidade direcionada”.
Stefan Lederer da Bitmovin explicou as soluções e como é possível maximizar os direitos de transmissão e ainda como pensar em diferentes suportes e plataformas desde broadcast, até OTT e telcos, sempre pensando em baixa latência, DRM, AD e qualidade da experiência, entre outros pontos importantes.
Laderer ainda avançou com AV1 para 4K SD bitrates, e falou do caso da Globo em 8K, como caso de sucesso. Ele fechou com UHD e super-resolução, destacando Ml-models e novas formas de codificação de áudio.
- Olimpio José Franco (SET) e Dorian Sullivan (NAB)
- Pavilhão brasileiro
O Keynote do último dia trouxe uma análise interessante de Sam Matheny, Vice-Presidente Executivo e Diretor de Tecnologia da NAB, sobre tendências tecnológicas, transições e cronograma do desenvolvimento do ATSC 3.0. Matheny explorou o processo da implementação do padrão, e vislumbrou o futuro. Ele disse que nos Estados Unidos a TV aberta está ganhando relevância e hoje atinge 4 vezes mais público do que há 10 anos.
“Hoje o ATSC tem 259 canais nos Estados Unidos, com 63 estações, 51 mercados diferentes” e disse que a transição para ATSC 3.0 está sendo mais rápida que a que foi para o ATSC 1.0”.

A palestra foi moderada pelo Prof. Doutor Fernando Carlos Moura, Editor-chefe da Revista da SET e teve como palestrantes Roberto Franco, Conselheiro da SET e VP de Assuntos Institucionais e Regulatórios do SBT; José Marcelo Amaral , Diretor de Engenharia e Operações- RecordTV; Phelippe Daou Jr, CEO da Rede Amazônica e Raymundo Barros, conselheiro da SET e Diretor de Estratégia & Tecnologia da Globo.
O painel final debateu o estado da arte da televisão brasileira, vislumbrou o seu futuro e analisou o processo de cloud-based, SaaS, áudio MPEG-H e metaverso. Ainda foi destacado que cada vez mais a tecnologia tem de estar associada ao negócio e que a experiência do usuário tem de ser um norte para a produção, distribuição e receita das emissoras.
Raymundo Barros, conselheiro da SET e Diretor de Estratégia & Tecnologia da Globo, disse que a nuvem é um caminho sem volta, que é preciso entender o usuário e trabalhar junto com ele. Barros disse ainda que a nuvem da Google foi fundamental para realizar produção remota e realizar eventos esportivos como a cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.
Roberto Franco, Conselheiro da SET e VP de Assuntos Institucionais e Regulatórios do SBT, disse que o “mundo de hoje é Beta, mas tem de converter-se em SaaS”, e para isso, é preciso que as empresas de mídia entendam o ecossistema de produção e a nova forma de entrega de conteúdos.
José Marcelo Amaral , Diretor de Engenharia e Operações da RecordTV, afirmou que é necessário continuar apostando na TV, mas entender o usuário e, com ele, os seus hábitos de consumo. Disse ainda que a Record pensa em desenvolver um sistema de entrega própria por streaming estendendo as suas CDNs.
Phelippe Daou Jr, CEO da Rede Amazônica, avaliou positivamente a utilização do áudio MPEG-H no Amazonas SAT, primeiro canal de América Latina a transmitir 24×7 com essa tecnologia, e que isso faz parte da estratégia do grupo de chegar a todos os espectadores dos 5 estados do Norte onde a emissora tem cobertura.





