Antena de TV 3.0 é instalada na Torre de TV de Brasília
EBC passa a sediar, na capital federal, a estação experimental dedicada a TV 3.0, integrando-se ao teste nacional do novo ecossistema avançado de radiodifusão interoperável com serviços IP. A estação será responsável pela transmissão da EBC (TV Brasil e Canal Gov), e Rede Legislativa (TV Câmara (federal), TV Senado, TV Assembleia (estadual) e TV Câmara Municipal).
A implantação da TV 3.0 ou DTV+ — avançou nesta segunda-feira (2/2) com a instalação da antena que compõe a estação experimental localizada na Torre de TV de Brasília, na área central da capital federal. A Estação Experimental instalada na Torre de TV de Brasília utilizará um canal de 6 MHz com configuração MIMO 2×2, combinada à polarização cruzada para maximizar eficiência espectral e avaliar soluções de recepção avançada. O ambiente experimental permite testar recursos como beamforming, técnicas robustas de correção de erros, transmissão híbrida e mecanismos de interoperabilidade com serviços baseados em IP.

Montagem da primeira estação de TV 3.0 (Detalhe da antena branca), essa estrutura será responsável por veicular as programações da EBC e da Rede Legislativa / Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O sistema utiliza codificação e multiplexação em nuvem pública por meio da Broadcast Core Network (BCN), que consolida fluxo audiovisual, sinalização e integração com aplicações interativas. Essa arquitetura possibilita o desenvolvimento e validação de funcionalidades como: vídeo em altíssima resolução com codificadores de última geração; áudio de nova geração com suporte a objetos; interatividade com sincronização IP-broadcast,
mobilidade avançada; personalização e novos serviços digitais.
O içamento contou com a participação do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Andre Basbaum; do diretor-geral da EBC, David Butter; do diretor de Radiodifusão Privada do Ministério das Comunicações (MCom), Nelson Neto; do conselheiro da Anatel e presidente do Gired, Octavio Pieranti; e do gerente de projetos da Seja Digital, William Zambelli.
“A participação da comunicação pública desde o nascedouro da TV 3.0 é central para o projeto. Trata-se da televisão do futuro, que integra a radiodifusão à internet e amplia a experiência dos usuários no consumo do audiovisual. A EBC tem um papel pioneiro e estratégico nesse processo, presente desde o início, da assinatura do decreto presidencial às articulações com a Anatel e o Ministério das Comunicações”, afirma Basbaum.
Basbaum acrescenta que o avanço do novo padrão exige sinergia entre comunicação pública e privada diante do cenário de desinformação. “Um projeto como o da TV 3.0 fortalece a missão da EBC de divulgar informações com qualidade e rigor técnico, fazendo um jornalismo de credibilidade e voltado para o interesse público”, diz.

Da esquerda para direita, gerente de projetos, William zambelli (Seja:Digital), presidente da EBC, André Basbaum, broadcasting do MCom, Nelson Alves, conselheiro da Anatel, Octavio Penna, durante montagem da primeira estação de TV 3.0, essa estrutura será responsável por veicular as programações da EBC e da Rede Legislativa / Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Para o diretor-geral da EBC, David Butter, a chegada da TV 3.0 insere a comunicação pública no eixo central dos esforços de inovação. “Nesse contexto, a comunicação pública – da qual a EBC é parte fundamental – assume uma responsabilidade ainda maior, pois seus valores estão ancorados na cidadania, na defesa de direitos e no esclarecimento da população”, afirma.
Estação experimental baseada em MIMO 2×2 e infraestrutura IP integrada
Em janeiro, a EBC e a Câmara dos Deputados receberam autorização do Gired para operar estações-teste em São Paulo (SP) e Brasília (DF), com transmissão contínua de suas programações utilizando os parâmetros do novo padrão tecnológico. As estações foram implantadas pela Seja Digital, entidade sem fins lucrativos criada pela Anatel em 2015, que desde 2024 passou a assumir também a missão de apoiar o desenvolvimento da TV 3.0.
“A TV 3.0 vai funcionar de forma totalmente integrada à internet. Quem não tiver internet continuará assistindo à televisão do mesmo jeito. Quem possuir o acesso terá a oportunidade de interação, poderá baixar determinados conteúdos fora da grade de programação e contará com a possibilidade de acesso a uma plataforma de serviços públicos, o que também traz uma inovação significativa na relação entre o telespectador e seu aparelho de televisão. A ideia é que para a Copa do Mundo todo o sistema esteja operacional e algumas emissoras já possam começar a funcionar”, explica Pieranti.
As estações-piloto podem ser utilizadas por radiodifusores públicos e privados, universidades, centros de pesquisa, fabricantes e desenvolvedores de software, criando um ambiente colaborativo para avaliar a maturidade tecnológica e as recomendações do Fórum SBTVD. Ao sediar a estação experimental, a EBC reforça sua atuação estratégica no processo de migração tecnológica da TV aberta brasileira.
Com EBC