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Troca de experiências: Soluções alternativas de sistema PTZ para pequenos estúdios

Coluna ABTU

Professor analisa formas de criar conteúdos de forma simples  e criativa

por Fernando Moreira

Pequenas emissoras ou produtoras de TV tem sérias dificuldades em automatizar processos devido aos custos dos equipamentos, essa realidade obriga a busca de soluções alternativas que facilitem o trabalho, dentre eles a robotização de câmeras já existentes é um deles, neste artigo será demonstrada uma solução para pequenos estúdios.
Pequenos estúdios de até uns 50 metros quadrados no qual a área técnica está instalada próxima ou mesmo dentro do estúdio podem utilizar soluções simples para automação tipo PTZ de equipamentos de linha semiprofissional.
Câmeras semi profissionais da Sony e Panasonic que possuem terminais LANC ou Control-L (protocolo de comunicação inventado pela Sony) permitem soluções alternativas para a robotização das câmeras, os controles tipo Lanc podem levar os comandos de foco e zoom até 20 metros das câmeras, isto aliado a um base pan tilt completam um sistema PTZ (Pan/Tilt/Zoom) a um preço extremamente acessível, isso é possível para câmeras de vários pesos e tamanhos, sendo que câmeras de até 3,0 quilos brutos são as mais adequadas, como por exemplo uma câmera Sony NX5R.

© Foto: Fernando Moreira

© Foto: Fernando Moreira
Os controles tipo Lanc podem levar comandos de foco e zoom até 20 metros das câmeras

Entre essas alternativas é possível desenvolver inclusive um sistema para conjunto de câmera e telempropter com aproximadamente 10 quilos de peso, com subida e descida hidráulica, de maneira a permitir um rápido, e seguro posicionamento de câmera para apresentadores de diferentes alturas. Logicamente não são sistemas com memorização de foco, zoom e posição, como disponível para as câmeras PTZ, e muitas vezes o próprio movimento nem é tão preciso, mas para programas jornalísticos e entrevistas permitem os pequenos ajustes que necessitariam de um ou mais operadores de câmera no estúdio e que podem ser feitos pelo próprio diretor de TV.
Inicialmente é preciso ter o peso exato da câmera e acessórios que estão no tripé e aí buscar uma cabeça pan tilt para o equipamento. Existem muitas opções no mercado das câmeras CCTV, e algumas soluções para câmeras leves, tipo DSLR. O tipo comercializado para câmeras DSLR tem motor de passo e permite ajuste de velocidade, o que pode ser muito útil, os modelos para CCTV, são mais “brutos”, mas existem também modelos bem precisos, tudo depende de quanto quer investir. Essas cabeças normalmente têm o encaixe para parafusos padrão de tripés 3/8 o que facilita também, a questão é se a trava rápida (quick release plate) do tripé é robusto o bastante para aguentar um movimento vertical da câmera, pois existem alguns com parafusos bem pequenos e podem não garantir total estabilidade para o conjunto.

A marca Libec vende vários modelos que se adequam a câmeras Panasonic e Sony

Sony RM30BP que controla até 3 câmeras tipo NX5R ou FS700 e inclui o controle de Iris

Acertada a questão da cabeça pan tilt, agora é checar se a câmera tem porta LANC, para o controle remoto de foco e zoom. Como exemplo a marca Libec vende vários modelos que se adequam a câmeras Panasonic e Sony, existem também modelos dos próprios fabricantes, como o Sony RM30BP que controla até 3 câmeras tipo NX5R ou FS700 e inclui o controle de Iris. Na maioria das vezes os conectores das portas Lanc são tipo P1 de duas vias, é importante detectar exatamente qual o conector por que será necessário comprar ou montar uma extensão, por que os cabos normalmente são de 3 a 5 metros, ou menos. Foram compradas extensões e montados cabos de 15 metros sem nenhum problema.
Veja na foto um sistema PTZ, utilizando uma cabeça Bescor MP-101 com cabo extensor de 15 metros e um controle Lanc Libec também com cabo extensor de 15 metros.
Este outro conjunto, mostrado na primeira foto (equipamento montado pela empresa BML), é formado por um conjunto hidráulico manual para subir e descer câmera e telempropter (10 quilos) e uma cabeça pan tilt de câmera de segurança.

FERNANDO JOSÉ GARCIA MOREIRA
Fernando José Garcia Moreira é Doutor em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo, Pedagogo, Publicitário, Profissional de Televisão, Professor Universitário. Diretor da TV Univap (Universidade do Vale do Paraíba – Brasil), Presidente da ABTU (2015-2019). CEO da Broadcast Media Lab (BML). Membro do Labcom Univap, da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão, da Broadcast Education Association, da National Association of Television Program Executives e do Conselho Diretivo da Asociación de Televisones Educativas y Culturales Iberoamericanas. Contato: [email protected]